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Por que os trilhos do VLT carioca não provocam choque elétrico

No Rio, o VLT usa alimentação pelo solo (APS); caixas sob os trilhos desligam fora da passagem do trem, permitindo caminhar com segurança

Imagem do veículo de transporte público VLT percorrendo as ruas do Rio de Janeiro.
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  • A energia do VLT do Rio é fornecida pelo sistema Alimentação Pelo Solo (APS), com power boxes sob o centro da cidade acionando a corrente apenas quando o trem está sobre o trilho correspondente.
  • Trechos sem o vagão por cima não ficam conectados, permitindo que pessoas atravessem os trilhos do centro sem risco de eletrocussão.
  • São cerca de 1.200 power boxes, correspondentes a 95% da extensão total dos trilhos, e a energia é transferida por um trilho extra entre os dois trilhos de rolamento.
  • Em trechos com geometria mais complexa, o trem utiliza energia armazenada em supercapacitores (baterias) instalados nos veículos.
  • O VLT do Rio, inaugurado em 2016 para as Olimpíadas, tem 28 km de trajeto na superfície com 30 estações em quatro linhas; cada trem mede 44 metros, pesa 56 toneladas e transporta até 420 passageiros.

O VLT do Rio de Janeiro funciona com um sistema de alimentação pelo solo. Por isso, caminhar pelo centro não oferece risco de choque elétrico, mesmo com trilhos sob os pés. A energia é ativada apenas quando o trem está sobre um trecho específico.

Trechos sem o vagão por cima não estão ligados à rede. Assim, turistas e pedestres podem transitar com maior segurança em áreas de circulação, desde que permaneçam nas calçadas próximas aos trilhos. O desenho evita alimentação permanente no piso.

O VLT carioca iniciou operação em 2016, dando continuidade aos Jogos Olímpicos. O conjunto do sistema ocupa o centro da cidade, com trajetos em superfície e 28 quilômetros de extensão, distribuídos em 30 estações.

Como funciona o APS no VLT

O abastecimento elétrico vem de power boxes instaladas sob o centro, entre os dois trilhos de rolamento. Sensores detectam quando o trem cobre um segmento, acionando a energia apenas nesse trecho.

Ao longo da linha, existem cerca de 1.200 dessas caixas, correspondendo a 95% da extensão total dos trilhos. Em trechos com geometria complexa, o trem usa energia armazenada em supercapacitores nos próprios veículos.

Dados técnicos e operacionais

Cada trem do VLT tem 44 metros de comprimento, pesa 56 toneladas e pode transportar até 420 passageiros. O consumo do sistema fica entre 2 e 3 kWh por quilômetro percorrido. Ainda segundo a concessionária, o modelo evita energia contínua em boa parte da malha, reduzindo perdas.

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