- A chegada do outono, em 20 de março, traz temperaturas mais baixas, ar seco e maior circulação de vírus respiratórios, elevando a vulnerabilidade dos idosos.
- O envelhecimento reduz a defesa do organismo, aumentando o risco de infecções respiratórias e agravando condições crônicas como diabetes.
- Dados da Fiocruz mostram crescimento de síndromes respiratórias agudas graves no país, com rinovírus sendo o principal agente, seguido por influenza A, SARS‑CoV‑2 e VSR.
- Em idosos, os sinais de alerta incluem tosse, coriza, febre, dor de garganta, dores no corpo e falta de ar; sonolência e confusão também podem indicar infecção.
- Cinco medidas para proteção: vacinação em dia (gripe, Covid‑19 e pneumococo), hidratação e umidificação do ambiente, evitar ambientes fechados e aglomerações, acompanhamento médico regular e hábitos saudáveis.
O outono chega no Brasil em 20 de março, elevando a vulnerabilidade de idosos. A combinação de temperaturas mais baixas, ar seco e maior circulação de vírus respiratórios aumenta o risco de infecções e agravamento de quadros crônicos. O período é conhecido por favorecer síndromes respiratórias agudas.
O envelhecimento compromete a defesa imunológica, tornando as pessoas idosas mais suscetíveis a infecções respiratórias e condições alérgicas. Doenças crônicas, como diabetes, agravam essa vulnerabilidade, segundo o geriatra Felipe Vecchi, responsável médico e operacional de residenciais da BSL Saúde.
Avanço das doenças respiratórias é observado no país, com queda de casos graves mantendo alta. O Boletim InfoGripe aponta crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em quase todo o território, exceto Tocantins, entre as semanas epidemiológicas analisadas. O aumento está ligado às internações por vírus respiratórios.
Entre os agentes confirmados, o rinovírus aparece como principal causador entre os casos, seguido por influenza A, Sars-CoV-2 e VSR. Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus continua predominante, com queda relativa de outros vírus, como influenza A e VSR.
Por que o outono preocupa
O frio leva as pessoas a permanecerem em ambientes fechados, o que facilita a circulação de vírus, fungos e ácaros. O ar seco ainda compromete as mucosas respiratórias, reduzindo as defesas do organismo. Essa combinação aumenta o risco de agravamento de doenças respiratórias e de quadros crônicos em idosos.
Segundo Vecchi, o efeito é mais significativo no idoso, cuja resposta aos estímulos ambientais já é diferente. Além das doenças respiratórias, o outono pode intensificar quadros alérgicos, conjuntivite e eleva riscos cardiovasculares, como infarto e AVC, por vasoconstrição provocada pelo frio.
Sinais de alerta
Sinais comuns de problemas respiratórios em idosos incluem tosse, coriza, febre, dor de garganta, dores no corpo e falta de ar. Em idosos, sonolência, confusão mental e prostração podem indicar infecção em curso, devendo procurar avaliação médica o quanto antes.
Proteção durante a estação
Vecchi aponta cinco medidas essenciais para reduzir riscos:
1. Mantenha as vacinas em dia: gripe, Covid-19 e pneumococo ajudam a prevenir formas graves.
2. Hidrate o organismo e o ambiente: consumo regular de água e uso de umidificadores ajudam a mitigar o ar seco.
3. Evite ambientes fechados e aglomerações: locais bem ventilados reduzem exposição a agentes infecciosos.
4. Acompanhamento médico regular: pacientes com doenças crônicas devem manter monitoramento próximo.
5. Hábitos saudáveis: alimentação balanceada, sono adequado e atividades físicas leves fortalecem o sistema imune.
Vecchi ressalta que, em um país que envelhece rapidamente, o cuidado com a saúde na transição de estações passa a ser estratégico para a qualidade de vida. No outono, prevenir é cuidar e antecipa riscos.
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