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Ciência explica por que gatos não devem sair de casa

Gatos que saem de casa perdem anos de vida e enfrentam atropelamentos, intoxicações e doenças, aponta revisão internacional.

Fotografia de um gatinho laranja andando na rua.
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  • Um estudo publicado na revista Global Ecology and Conservation aponta que gatos errantes vivem dois a três anos a menos e podem morrer até dez anos antes do esperado, devido a envenenamentos, atropelamentos, violência humana, quedas, brigas e doenças infecciosas.
  • Entre os principais riscos estão atropelamentos, que afetam principalmente gatos com menos de cinco anos; gatos não castrados costumam caminhar mais e correr mais riscos. Em Nova Zelândia, 32% dos gatos com coleira atravessaram ruas em noventa dias; nos Estados Unidos, quase metade dos gatos cruzou vias em um ano.
  • Outros estudos mostram que, por dia, os gatos podem atravessar a rua cerca de 4,8 vezes; no Brasil, acidentes de trânsito respondem por quase um quarto das lesões, com quedas em segundo lugar.
  • Intoxicações também são comuns: nos Estados Unidos, 25% dos gatos bebedor ou comeram algo na rua; na Nova Zelândia, 59% beberam fora e 40% comeram fora; no Brasil, mais de 5% das mortes são causadas por intoxicações.
  • Doenças infecciosas transmitidas entre gatos, como FeLV (vírus da leucemia felina) e FIV (vírus da imunodeficiência felina), são preocupantes, com FeLV afetando cerca de 12,5% dos gatos no Brasil e ambas sendo incuráveis.
  • Recomendação principal: não deixar o gato sair sozinho; se for passear, usar coleira, mas acompanhar; promover brincadeiras e espaços dentro de casa para exercício e lazer, evitando riscos à saúde e à vida.

Foi publicada uma revisão de estudos que avalia os riscos de gatos domésticos saírem de casa. A pesquisa, realizada por uma equipe australiana, reúne dados de várias regiões do mundo para entender as vulnerabilidades desses animais quando ficam livres.

Os autores destacam que gatos errantes vivem, em média, dois a três años a menos que os que ficam em casa. Em alguns casos, podem morrer até 10 anos antes do esperado. Os riscos vão desde acidentes até intoxicações e doenças infecciosas.

Entre os principais perigos estão atropelamentos e violência com veículos. Em estudos monitorados, 32% a 45% dos gatos cruza ruas em períodos de 90 dias a 12 meses. A idade jovem aparece como fator de maior vulnerabilidade a atropelamentos.

Outros riscos importantes incluem intoxicações acidentais por substâncias encontradas na vizinhança. Em pesquisas, 25% a 59% dos gatos foram expostos a algo fora de casa, com casos de envenenamentos relatados entre animais jovens e não castrados.

Condições infecciosas também aparecem com frequência. O Vírus da Leucemia Felina e o FIV são citados como ameaças significativas, transmitidas por contato entre gatos, lambidas ou feridas. Essas doenças afetam o sistema imunológico e não têm cura.

Em termos de consequências, quedas, brigas com outros animais e doenças infecciosas costumam deixar os gatos debilitados de forma permanente, aumentando a necessidade de cuidados veterinários.

O estudo também aponta variação regional. No Brasil, por exemplo, as intoxicações representam parte relevante das causas de morte, superadas apenas por quedas, segundo dados citados pela revisão.

O que fazer

A principal orientação é não deixar o gato sair desacompanhado. Levar o animal para passeios com coleira é uma opção segura, desde que acompanhado. Além disso, manter brinquedos e espaços internos para escalada ajuda a evitar comportamentos de risco.

A pesquisa ressalta que manter o ambiente doméstico ativo reduce riscos de obesidade e diabetes, sem justificar a proibição total de atividades dentro de casa. A recomendação é equilibrar diversão com proteção.

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