- Durante a COP15 em Campo Grande, Lula assinou decretos para ampliar áreas de conservação e criar uma reserva de desenvolvimento sustentável em Minas Gerais.
- O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense passa a ter 183 mil hectares, com expansão de 47 mil hectares e investimento de R$ 66 milhões para regularização fundiária.
- A Estação Ecológica de Taiamã, em Cáceres, MT, aumenta em 56.959 hectares, totalizando cerca de 68 mil hectares, com investimento de R$ 80 milhões.
- A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas terá quase 41 mil hectares, com investimento de R$ 780 mil, para proteger recursos hídricos e comunidades tradicionais.
- Lula destacou a meta de proteger 30% da área oceânica até 2030, conforme a Convenção sobre Diversidade Biológica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou neste domingo decretos que ampliam áreas de conservação no Brasil e criam uma reserva de desenvolvimento sustentável. O ato ocorreu durante a sessão especial da COP15, em Campo Grande (MS).
As medidas, apresentadas na frente de autoridades, visam ampliar a proteção de ecossistemas e espécies ameaçadas. Entre os caminhos estão a expansão de parques e a criação de áreas destinadas ao manejo sustentável, com foco em pesquisa e turismo responsável.
Ampliação de áreas protegidas
O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense terá aumento de 47 mil hectares, elevando a área total para 183 mil hectares. O investimento para regularização fundiária é de 66 milhões de reais, envolvendo Corumbá (MS) e cidades de Mato Grosso.
Conservação estratégica em Cáceres
A Estação Ecológica de Taiamã, em Cáceres (MT), ganha 56.959 hectares, totalizando cerca de 68 mil hectares. O aporte financeiro é de 80 milhões de reais, visando proteger um ecossistema de alta diversidade de espécies.
Nova reserva em Minas Gerais
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas surge com quase 41 mil hectares, recebendo 780 mil reais. Abrange Rio Pardo de Minas, Riacho dos Machados e Serranópolis, para proteger recursos hídricos e tradicionalidade local.
A fala de Lula, ao mencionar a meta de proteger 30% da área oceânica até 2030, reforçou o alinhamento com as metas da Convenção sobre Diversidade Biológica. A cerimônia contou com a presença de ministros e chefes de organismos ambientais.
Compareceram ao evento ministros, secretários e autoridades de outros países, incluindo o Paraguai e a Bolívia, além de lideranças estaduais. Sonia Guajajara, titular dos Povos Indígenas, não compareceu devido a internação.
A COP15, que acontece de 23 a 29 de março, marca pela primeira vez a atuação do Brasil como sede e país presidente do encontro. Em meio às medidas, o governo também tratou de temas de segurança e governança ambiental.
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