- Jovens que usam redes sociais por mais de cinco horas diárias relatam menor bem-estar, segundo o Relatório Mundial da Felicidade.
- A pesquisa envolve 96% da população mundial em pelo menos 140 países, com entrevistas presenciais e por telefone.
- Declínios de bem-estar aparecem em EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia; também há quedas na França, Irlanda, Noruega, Suíça e Reino Unido, enquanto alguns países da Europa Central registraram elevações.
- O uso intenso está associado a mais estresse, depressão e comparações negativas, sendo mais marcante entre meninas.
- Recomendações incluem reduzir gatilhos de comparação, criar acordos entre amigos para permanecer fora das redes e priorizar atividades offline, com limites de tempo e envolvimento dos pais.
O uso de redes sociais está relacionado ao bem-estar entre jovens, aponta o Relatório Mundial da Felicidade divulgado hoje, no Dia Internacional da Felicidade. O estudo avalia 140 países e destaca que quem usa plataformas por mais de cinco horas diárias tende a relatar menor bem-estar. A pesquisa envolve entrevista em idiomas nativos, com amostra que cobre 96% da população mundial.
O levantamento observa declines no bem-estar de jovens em países desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, além de queda na França, Irlanda, Noruega, Suíça e Reino Unido. Em alguns países da Europa Central, o bem-estar dos jovens aumentou, mesmo com alta penetração da internet.
O que a pesquisa revela sobre causa e efeito
Coautores destacam que redes sociais não são a única causa das oscilações no bem-estar, mas aparecem como fator relevante. Análises indicam que a exposição contínua a conteúdos editados aumenta a comparação social e o estresse, principalmente entre quem depende muito das plataformas.
A partir de dados globais, os pesquisadores apontam que o uso intenso, acima de cinco horas diárias, está associado a maior depressão, ansiedade e sensação de exclusão. O efeito é mais pronunciado em meninas do 15º ano, com variação entre regiões para meninos.
Como reduzir impactos negativos
Os especialistas sugerem focar em padrões de uso saudáveis, não apenas reduzir o tempo total de tela. Recomenda-se ajustar feeds para diminuir conteúdos que promovem comparação. Acordos entre amigos para reduzir o uso conjunto também são citados como estratégia viável.
Resultados indicam que a convivência offline é fundamental para o bem-estar. Substituir a ausência de redes por atividades presenciais, como esportes ou voluntariado, ajuda a manter conexões sociais.
Direções para famílias e políticas públicas
Pais podem orientar o uso das redes sem impor regras absolutas e permanecem como modelos de comportamento. Limitar o tempo diário a cerca de uma hora pode trazer ganhos reais de bem-estar, segundo os pesquisadores. O estudo reforça a necessidade de equilíbrio entre vida online e offline.
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