- Técnica de restauração com IA gera uma cópia digital da obra danificada, cria uma máscara laminada removível que é colocada sobre a pintura, mantendo a peça original. Em teste, uma pintura a óleo do século XV teve 57 mil tons recuperados em pouco mais de três horas, cerca de 66 vezes mais rápido que métodos tradicionais, desenvolvida por Alex Kachkine, pesquisador do MIT.
- A máscara é reversível, facilita o registro digital do processo e permite revisões futuras sem alterar de forma permanente a obra.
- A abordagem destaca a importância de consultar conservadores e historiadores da arte, mantendo padrões éticos que defendem mudanças reversíveis e documentação detalhada.
- O projeto GREENART desenvolve materiais de conservação sustentáveis a partir de fontes renováveis, como géis de álcool polivinílico (PVA) e hidrogel, financiados pela União Europeia até 2025, com aplicações em limpeza e proteção de obras.
- Pesquisas na China apontam o uso de derivados de celulose e nanocelulose para tratar papel envelhecido, conservar pinturas a óleo e têxteis, reforçar cerâmicas, porcelanas e murais, oferecendo opções mais seguras e com menor impacto ambiental.
Um novo método de restauração de obras de arte utiliza inteligência artificial para criar cópias digitalmente restauradas de pinturas danificadas. A versão impressa em filme lamínico fino funciona como máscara, que pode ser aplicada e removida, preservando a peça original. O teste ocorreu em uma pintura a óleo do século XV, com mais de 57 mil tons recuperados em pouco mais de três horas.
Desenvolvido por Alex Kachkine, pesquisador de pós-graduação do MIT, o método promete ser cerca de 66 vezes mais rápido que a inpatação tradicional. A técnica gera um registro digital detalhado do mask utilizado, facilitando revisões futuras sem comprometer o original.
Segundo Hartmut Kutzke, professor de química do Museu de História da Cultura da Universidade de Oslo, a ética da conservação moderna é resistente ao retoque pesado. O novo lamínado é reversível, o que reduz impactos contextuais e permite documentação clara do que foi feito.
Benefícios éticos e operacionais
A máscara laminada removível permite revisões históricas ao longo do tempo, mantendo o contexto da obra. O registro digital facilita a compreensão do que foi aplicado na restauração, em gerações futuras, conforme interlocução com o MIT News.
Apesar de acelerar prazos e reduzir custos, a abordagem exige consulta a conservadores e historiadores de arte para entender a origem da obra. O objetivo é equilibrar técnica moderna com preservação de significado.
Materiais ecológicos para conservação
Pesquisadores trabalham com materiais de origem renovável e reciclada para reduzir químicos nocivos. O projeto GREENART recebeu financiamento da União Europeia por três anos, até 2025, para desenvolver gelos de limpeza e revestimentos protetores sustentáveis.
Entre os avanços, géis de hidrogel de polialquinho de vinila (PVA) com estrutura porosa permitem limpezas mais controladas. Esses géis são enriquecidos com polímeros sintéticos e bio-based, tornando o processo mais sustentável.
Aplicações e impactos práticos
No Reino Unido, a Tate Britain já utilizou os géis desenvolvidos pelo GREENART para limpar obras de Bridget Riley, incluindo Fall (1963) e Hesitate (1964). A limpeza de Hesitate ocorreu pela primeira vez em fevereiro.
Pesquisas chinesas também destacam o uso de derivados de celulose para tratamento de arte em papel antigo, com potencial para pinturas a óleo, têxteis e murais. Derivados celulares são renováveis e de baixo teor de toxidade.
Potencial futuro e desafios
Revisões revisitam técnicas ao longo do tempo sem danificar a obra, graças a propriedades adesivas e reforço com nanocelulose. Aplicações em murais visam revestimentos resistentes à água e respiráveis, mantendo integridade do material.
Pesquisas destacam que, mesmo com inovações químicas, a prática interdisciplinar exige diálogo entre conservadores, historiadores e cientistas. O objetivo é enfrentar desafios da mudança climática e da evolução tecnológica.
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