- A avaliação abrangeu 417 espécies nativas de mamíferos na Argentina, 22 a mais que em 2019, com revisões de ameaça mesmo entre espécies tidas como de menor preocupação.
- Mais de 500 cientistas participaram, e houve uma nova forma de medir o impacto de mamíferos não nativos (classificação de danos ao biodiversity usando o protocolo EICAT).
- O kodkod saiu de ameaça para vulnerável, com estudos desde a última avaliação; o water opossum subiu para endangered e o marsh deer para vulnerable.
- Espécies não nativas já identificadas no país incluem o cervo vermelho, o castor e o esquilo vermelho-ventre asiático, cujo impacto econômico e ecológico é destacado.
- A lista nacional, criada pela SAREM em 2021, facilita avaliações locais para políticas ambientais e pode orientar perguntas de proteção de mamíferos em nível regional.
Argentina atualiza lista nacional de mamíferos com foco em espécies não nativas
A equipe de pesquisadores revisou o status de 417 mamíferos nativos na Argentina. A atualização inclui espécies ainda não avaliadas e revisões de níveis de ameaça, com base em dados dos últimos cinco anos.
Mais de 500 cientistas contribuíram para o estudo, que também introduz uma nova forma de medir o impacto de mamíferos não nativos. A avaliação é liderada pela Sociedade Argentina para o Estudo de Mamíferos (SAREM).
Mudanças e métodos
Javier Pereira, coordenador geral do projeto 2025, destaca que algumas espécies enfrentam maior risco devido à exposição ambiental ou a fatores biológicos. O objetivo é indicar quais mamíferos demandam maior cuidado de conservação.
A análise considerou literatura científica, dados de monitoramento e observações de campo, revisadas por comitês antes da validação final. O conjunto ampliado de espécies explica o aumento de 395 para 417 itens avaliados.
Novos achados e reclassificações
Entre as novidades, o pampas cat (*Leopardus colocolo*) foi desmembrado em cinco espécies distintas, das quais quatro ocorrem na Argentina. Espécies antes vistas apenas em países vizinhos aparecem agora no território argentino.
Bebias de fósseis, como o ratinho extinto *Octomys rosiae*, foram reanalisados e listados pela primeira vez com base em novos estudos. Algumas mudanças não refletem apenas números populacionais, mas melhorias no conhecimento de habitats.
Impactos de espécies não nativas
Para a primeira vez, a Argentina adotou o sistema EICAT para classificar danos de espécies exóticas à biodiversidade. O protocolo avalia impactos e separa espécies conforme a gravidade dos danos.
Algumas espécies não nativas já estão presentes em Patagonia, incluindo o gato doméstico (*Felis catus*), o cervo vermelho (*Cervus elaphus*) e o castor (*Castor canadensis*). O estudo também cita o esquilo Asiático de barriga vermelha (*Callosciurus erythraeus*) como exemplo de impactos econômicos e ecológicos.
Perspectivas e uso institucional
Pereira afirma que a lista é nacional e não global, com o Red List internacional resultante de um processo mundial. A revisão local ajuda a identificar ameaças não percebidas em avaliações globais.
O levantamento deve embasar decisões de manejo e políticas, especialmente em avaliações de impacto ambiental e futuras legislações voltadas à proteção de mamíferos.
Desdobramentos recentes e próximos passos
Segundo a equipe, o processo é de continuidade, com finalização dos resultados do EICAT ainda em andamento devido à complexidade dos dados. A integração dessas informações pode levar a medidas mais precisas e regionais.
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