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Novas áreas de proteção ambiental são criadas no Cerrado e no Pantanal

Governo amplia Unidades de Conservação, com reserva no Cerrado mineiro e expansão no Pantanal, elevando proteção em 148 mil hectares

FOTO DE ARQUIVO - Novas áreas de proteção ambiental no Cerrado e no Pantanal. Reserva de Desenvolvimento Sustentável. Estação Ecológica de Taiamã. Foto: Palê Zuppani/ICMbio
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  • O governo ampliou áreas protegidas no Pantanal e criou uma nova Unidade de Conservação no Cerrado, totalizando 148 mil hectares, anunciadas pelo presidente Lula na COP fifteen em Campo Grande no domingo (22).
  • Em Minas Gerais, foi criada a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, com 40,8 mil hectares, conectando-se a outras áreas de conservação.
  • No Mato Grosso, a Estação Ecológica Taiamã teve sua área ampliada de 11,5 mil para 68,5 mil hectares, abrangendo área fluvial e várzea ao redor do Rio Paraguai.
  • O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense teve a área ampliada de 135,9 mil para 183,1 mil hectares, incluindo zonas de inundação periódica.
  • As medidas são geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e visam proteger fauna, flora e serviços ecossistêmicos, como o pulso de inundação do Pantanal.

O governo federal anunciou a ampliação de áreas protegidas no Cerrado e no Pantanal, elevando a proteção ambiental em 148 mil hectares. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, em Campo Grande. A gestão das Unidades de Conservação (UC) é do ICMBio, ligado ao MMA.

A medida integra uma nova Reserva de Desenvolvimento Sustentável no Cerrado mineiro e a ampliação de duas áreas no Pantanal. Os impactos incluem preservação de nascentes, biodiversidade aquática e de espécie de maior interesse ecológico na região.

Taiamã

A Estação Ecológica do Taiamã, em Cáceres, Mato Grosso, amplia sua área de 11,5 mil para 68,5 mil hectares. A região é formada por campo inundável e abrange corpos d’água como lagoas permanentes, temporárias e corixos. O local serve de abrigo para peixes, aves e vegetação diversificada.

A ampliação atende demanda antiga de pesquisadores da Unemat, que defendem proteção adicional para a fauna, incluindo onças-pintadas, e para os berçários de peixes. A medida também reforça serviços ecossistêmicos como sequestro de carbono e regulação hídrica.

Parque Nacional do Pantanal

O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, em Poconé, Mato Grosso, passa de 135,9 mil para 183,1 mil hectares. O parque envolve áreas ao sul e oeste do Rio Paraguai, além de zonas de inundação. Possui ligação com a Área de Manejo Integrado San Matias, na Bolívia.

A ampliação visa ampliar áreas protegidas de alta inundação, com foco na conservação de espécies ameaçadas, como onça-pintada, gato-maracajá e tamanduá-bandeira. A UC abriga ainda diversas espécies de peixes, aves e mamíferos aquáticos.

Reserva no Cerrado

A nova Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas abrange 40,8 mil hectares. A área envolve Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Serranópolis de Minas, a mais de 600 km de Belo Horizonte.

A expectativa é conservar nascentes e áreas de extrativismo, conectando-se a outras unidades já existentes no Cerrado e protegendo comunidades tradicionais. Entre elas, os geraizeiros, que ocupam a região há séculos. O governo afirma que a nova UC fortalece preservação ambiental e direitos territoriais.

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