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O que o sangue de píton pode ensinar sobre peso, músculo e microbiota

Molécula pTOS, identificada em pítons, sinaliza saciedade e pode inspirar terapias de perda de peso sem efeitos colaterais, ainda sem testes em humanos

The metabolism of pythons could inspire weight loss therapies
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  • Pesquisadores identificaram a molécula pTOS no sangue de pítons que sinaliza saciedade após a refeição, em estudo publicado na Nature Metabolism.
  • Pítons podem comer grandes quantidades de uma só vez e ficar meses sem comer, sem sofrer danos ao coração ou aos músculos.
  • O pTOS aumenta logo após comer; a tirosina é transformada em tyramina pelas bactérias intestinais, o fígado converte tyramina em pTOS e ele vai para o cérebro para reduzir o apetite.
  • Em camundongos, a molécula reduziu a ingestão de alimento e o peso corporal, sem alterar significativamente movimento, uso de energia ou glicose.
  • A eficácia em humanos ainda não foi estudada; há possibilidade de menor efeito em pessoas com pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

The metabolismo de cobras constritoras, como pythons, pode inspirar novas terapias de perda de peso. Pesquisadores descobriram um composto que sinaliza ao cérebro a saciedade após a refeição, observado no sangue de pythons. O estudo sugere caminhos para reduzir a fome sem efeitos colaterais comuns de fármacos atuais.

Em universidades dos EUA, a equipe liderada pela professora Leslie Leinwand estudou pythons de várias regiões. A pesquisa, realizada junto a Stanford Medicine e Baylor, foi publicada na Nature Metabolism. Os animais podem comer muito e ficar sem comer por meses, sem danos ao coração ou aos músculos.

A descoberta foca na molécula para-tyramina-O-sulfato, ou pTOS. Seu aumento após a refeição é fortemente ligado ao sinal de saciedade, que atua no cérebro para reduzir a fome. Em humanos, pTOS também sobe após comer, ainda que em intensidade menor.

Descoberta de pTOS e implicações

Ao digerir, o corpo usa o aminoácido tirosina, convertido por bactérias intestinais em tyramina. O fígado transforma tyramina em pTOS, que chega ao cérebro e sinaliza saciedade. O efeito foi observado de forma marcante em cobras, não em animais comuns de laboratório.

Em estudos com camundongos, a administração de pTOS reduziu o consumo de alimento e, a longo prazo, o peso corporal. Não houve alterações significativas na atividade, no gasto energético ou no controle de glicose. Pesquisas futuras devem confirmar efeitos em humanos.

Os resultados indicam um novo mecanismo biológico de saciedade. Ainda não há testes em pessoas, e a resposta pode variar conforme condições como pré-diabetes ou diabetes tipo 2. A pesquisa destaca também o papel do microbioma na regulação da metabolism.

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