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Sem pesquisa clínica, não há avanço na medicina

Especialistas apontam entraves regulatórios e infraestrutura como gargalos; Lei 14.874/24 pode destravar pesquisa clínica e ampliar acesso a terapias inovadoras no Brasil

Com potencial para ser protagonista, Brasil ainda convive com desafios importantes que limitam o avanço do setor
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  • Brasil tem potencial para liderar pesquisa clínica global, com população diversa, sistema de saúde amplo e centros técnicos, mas enfrenta entraves regulatórios, infraestrutura desigual e baixa participação em estudos internacionais.
  • O 2º Encontro Anual de Pesquisa Clínica, realizado em 20 de março em São Paulo, discutiu caminhos para tornar a pesquisa mais acessível e eficaz no cuidado em saúde.
  • A Lei 14.874/24, que regulamenta a pesquisa clínica em humanos, foi apontada como passo fundamental para incentivar o desenvolvimento científico e industrial no país.
  • A infraestrutura precisa de expansão e integração de redes de centros de pesquisa, fortalecimento da governança e melhoria da capacidade de recrutamento de pacientes.
  • Exemplos de avanço incluem o estudo Hercules, que mudou o tratamento do câncer de pênis, e pesquisas em câncer de bexiga buscando preservar o órgão sem perder eficácia.

O Brasil sediou o 2º Encontro Anual de Pesquisa Clínica em São Paulo, em 20 de março. Especialistas discutiram entraves e soluções para ampliar o acesso da população a terapias inovadoras, fortalecendo o setor com base em evidências.

O objetivo é transformar descobertas científicas em tratamentos seguros e eficazes. Estudos seguem protocolos rigorosos e normas éticas, garantindo segurança aos participantes e embasando a prática clínica.

Entre os desafios estão a previsibilidade regulatória, a governança e a integração entre governo, centros de pesquisa, academia e patrocinadores. Uma legislação mais clara é vista como essencial para destravar o setor.

A Lei 14.874/24 foi apresentada como passo importante para incentivar o desenvolvimento científico e industrial no país, fortalecendo o arcabouço jurídico para pesquisa clínica.

Infraestrutura deficiente, redes nacionais fragmentadas e recrutamento de pacientes limitam o crescimento. A necessidade de ampliar redes, capacitar digitais e ampliar participação em estudos é destacada.

Também foi ressaltada a importância de integrar a academia, centros de pesquisa e indústria, com maior cooperação entre setores para acelerar o avanço científico.

Avanços e perspectivas

No campo da oncologia, pesquisadores destacaram ganhos com estudos que oferecem novas alternativas terapêuticas, anteriormente indisponíveis. Resultados com potencial de transformação clínica são citados como exemplos.

Um estudo brasileiro sobre câncer de pênis, conhecido como Hercules, é citado como referência na transformação de tratamentos, com impacto internacional segundo os especialistas.

Outro projeto avalia câncer de bexiga com diferentes estratégias terapêuticas, buscando preservar o órgão sem comprometer a eficácia, o que pode evitar cirurgias invasivas para milhares de pacientes.

A organização do evento reforçou a necessidade de ampliar o debate público sobre o tema, com foco em educação e transparência sobre objetivos, métodos e benefícios da pesquisa clínica.

No conjunto, o encontro evidenciou que investir em pesquisa clínica implica ampliar acesso à inovação, reduzir desigualdades e aprimorar o cuidado ao paciente, mantendo o Brasil competitivo globalmente.

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