- O BID, com recursos do governo do Japão, vai financiar um projeto de mapeamento de minerais críticos no Brasil no valor de US$ 890 mil.
- O foco será terras raras, lítio e grafite, em áreas da Bahia e do Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais).
- O objetivo é identificar novos depósitos e reduzir riscos para investidores privados, com execução do SGB ao longo de trinta e seis meses.
- O projeto BR-T1690 terá quatro frentes: estudo eletromagnético na província grafítica Minas-Bahia, levantamentos geoquímicos na Bahia, exploração de lítio no Jequitinhonha e fortalecimento institucional.
- Os dados gerados serão pré-competitivos e públicos, visando ampliar o conhecimento geológico do Brasil e atrair investimentos no setor de minerais críticos.
O BID, com financiamento do governo do Japão, vai mapear depósitos de minerais críticos no Brasil, com foco em terras raras, lítio e grafite. O projeto tem orçamento de US$ 890 mil e duração de 36 meses. As atividades ocorrerão principalmente na Bahia e no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
O Ministério de Minas e Energia e o Serviço Geológico do Brasil solicitaram oBR-T1690, cuja execução ficará a cargo do BID. O objetivo é ampliar o conhecimento geológico do país e reduzir riscos para investidores privados no setor mineral.
Os trabalhos incluem levantamentos geológicos e geoquímicos, com etapas em áreas promissoras. A iniciativa visa identificar novos depósitos e fortalecer a atratividade de investimentos estratégicos para a transição energética.
O programa será conduzido em quatro frentes. A primeira envolve estudo eletromagnético na província grafítica Minas-Bahia para entender mineralizações existentes.
A segunda etapa foca nas terras raras da Bahia, com levantamentos geoquímicos para criar mapa de favorabilidade mineral. Essas informações ajudam direcionar investimentos exploratórios.
Na terceira frente, o lítio no Vale do Jequitinhonha receberá coletas de solo e geração de dados geológicos para apoiar o mapeamento de novos depósitos.
A última etapa visa fortalecer a governança institucional, baseando-se na experiência japonesa em tecnologias de mineração para ampliar capacidade de mapeamento.
Segundo o BID, os dados gerados serão pré-competitivos e públicos, o que deve reduzir o risco exploratório e atrair mais investimentos privados para o setor.
A iniciativa ocorre em contexto de competição global por minerais críticos usados em baterias, armazenamento de energia, turbinas eólicas e eletrônicos. O Brasil é visto como tendo potencial, mas ainda enfrenta desafios técnicos e de ritmo de investimentos.
Especialistas lembram que cerca de 30% do território nacional estaria mapeado na escala 1:100.000, segundo autoridades. Contudo, a cobertura aumenta quando se considera o embasamento cristalino, chegando a cerca de 45%.
Regiões com tradição mineral, como Minas Gerais, apresentam mapeamento mais avancado. O Quadrilátero Ferrífero já tem quase 100% de cobertura nessa escala, com estudos ainda mais detalhados em algumas áreas.
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