- A Nasa cancelou a ideia de uma estação espacial em órbita lunar e usará os componentes para construir uma base na superfície da Lua, com custo de US$ 20 bilhões, nos próximos sete anos.
- O anúncio foi feito pelo novo chefe da agência, Jared Isaacman, na abertura de um evento na sede em Washington.
- Isaacman disse que não deve surpreender interromper o Gateway em sua forma atual e focar na infraestrutura que sustenta operações sustentadas na superfície lunar.
- A Lunar Gateway, criada com a participação de Northrop Grumman e Vantor (antiga Maxar), deveria funcionar como estação em órbita lunar; agora parte dos equipamentos será reaproveitada para a base.
- As mudanças afetam contratos da iniciativa Artemis, em meio à pressão de acelerar o ritmo diante do avanço da China, que prevê pouso na Lua em 2030.
A Nasa cancelou a ideia de implantar uma estação espacial em órbita da Lua e decidiu usar os componentes para construir uma base na superfície lunar. O novo projeto prevê um investimento de cerca de 20 bilhões de dólares nos próximos sete anos. A informação foi anunciada nesta terça-feira pelo chefe da agência, Jared Isaacman, em Washington.
Isaacman tomou posse na Nasa em dezembro e revelou as mudanças ao abrir um evento de um dia na sede da agência. O objetivo é redesenhar o principal programa lunar, o Artemis, com foco na presença prolongada na superfície da Lua.
Mudança no programa Artemis
A ideia anterior era operar a estação Gateway em órbita lunar. A decisão envolve interrupção da forma atual do Gateway e redirecionamento de recursos para a infraestrutura de superfície lunar. Atrasos e desafios de hardware foram citados como fatores para a mudança.
Gateway e parcerias
A Lunar Gateway foi desenvolvida principalmente com a participação de Northrop Grumman e Vantor, antiga Maxar. Embora a reutilização de equipamentos seja possível, a transição para a base da superfície não é simples e exige ajustes de contratos e cronogramas.
Propósito da mudança
A Gateway funciona como plataforma de pesquisa e ponto de transferência para os veículos de pouso antes do descenso à superfície. A nova estratégia prioriza operações sustentadas na Lua, com foco na base surface.
Impactos contratuais e ritmo
As mudanças afetam contratos bilionários ligados ao Artemis, levando empresas a adaptar planos e cronogramas com maior urgência. A decisão ocorre em meio à corrida tecnológica com a China, que mira um pouso lunar em 2030.
Contexto internacional
A notícia destaca a pressão competitiva global, com a China anunciando metas para chegar à Lua até 2030. A Nasa, segundo o anúncio, busca manter vantagem técnica enquanto ajusta parcerias e investimentos para a nova base lunar.
Entre na conversa da comunidade