- O Brasil é líder mundial no uso de bioinsumos, principalmente em campo aberto e culturas como soja, milho e algodão, segundo o professor Italo Delalibera Júnior.
- Mais de cinquenta por cento dos produtores brasileiros utilizam insumos biológicos, posição superior à dos Estados Unidos e da Europa.
- O mercado brasileiro de biossistemas cresce entre vinte e dois e vinte e cinco por cento ao ano, quatro vezes mais rápido que a média global.
- A aceleração se deve à modernização da legislação, que permite registrar produtos biológicos em um a dois anos, frente a sete em outros países; assunto do Ambiente é o Meio #214.
O episódio do programa Ambiente é o Meio apresenta uma análise sobre o crescimento do uso de bioinsumos no Brasil e seus impactos ambientais. A reportagem destaca que esse movimento tem ganhado espaço no campo.
O convidado é Italo Delalibera Júnior, professor do Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq/USP. Ele aponta o Brasil como líder mundial no uso de bioinsumos, especialmente em soja, milho e algodão em campo aberto.
Segundo o pesquisador, mais de 55% dos produtores brasileiros utilizam insumos biológicos, números superiores aos observados na América do Norte e na Europa. O cenário difere de países onde o uso se concentra em cultivos protegidos ou de alto valor.
Panorama do mercado
O mercado brasileiro de biossistemas cresce entre 22% e 25% ao ano, quatro vezes a média global. A velocidade é consequência da modernização da legislação brasileira para registro de produtos biológicos.
Essa atualização regulatória permite registrar novas soluções em cerca de um a dois anos, frente a até sete anos em outros países, conforme a avaliação do especialista.
A conversa enfatiza que o avanço pode implicar ganhos ambientais e de produtividade para setores como agricultura familiar e de grande escala. O episódio pode ser ouvido no player do programa.
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