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CERN: cientistas retiram antimateria do laboratório pela primeira vez

Primeiro transporte de antiprotons fora do laboratório testa movê-los com segurança em container super-resfriado, abrindo caminho para estudos mais precisos

Nuclear research agency CERN runs delicate test on transporting antimatter
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  • Cientistas transportaram cerca de 100 antiprótons por via terrestre, em um contêiner transportável de antiprotons, na CERN Antimatter Factory, perto de Genebra.
  • O conjunto fica em um box de aproximadamente um metro cúbico, com ímãs resfriados a menos de dois dianteiros de zero grau Celsius e mantido em vácuo, para que as antipartículas não toquem a matéria.
  • A viagem de caminhão durou cerca de quatro horas e testou se as antipartículas podem permanecer contidas fora do laboratório.
  • O objetivo é levar os antiprótons a laboratórios europeus, como a Heinrich Heine University, em Düsseldorf, para medições mais precisas, em deslocamento rodoviário de até oito horas.
  • A experiência é uma prova de conceito para futuras movimentações rotineiras de antimatéria, com possibilidades de avanços no estudo da matéria e suas aplicações, conforme especialistas.

O CERN realizou pela primeira vez o transporte de antimatter em via terrestre, sem que as partículas entrassem em contato com a matéria comum. Cerca de 100 antiprótons foram movidos em um caminhão, no menor risco possível, dentro de um contêiner especial. O experimento durou cerca de quatro horas.

O laboratório suíço, conhecido pela Antimatter Factory perto de Genebra, utilizou um “transportable antiproton trap” com aproximadamente 1 metro cúbico. O sistema mantém os antiprótons suspensos em vácuo, em temperaturas de -269 °C, para evitar o contato com as paredes de matéria.

O objetivo foi testar se as partículas conseguem permanecer contidas fora do ambiente controlado do laboratório. O transporte em si durou meia hora e serviu como prova de princípio para futuras operações de mobilidade de antimatter entre laboratórios europeus.

Por que isso importa

A antimateria é extremamente instável ao contato com a matéria comum, ocasionando aniquilação e liberação de energia. O estudo busca esclarecer por que o universo existe na forma que observamos hoje, segundo especialistas associados ao tema, sem participação direta no projeto.

O avanço permite planejar o deslocamento de antiprótons para laboratórios especializados em máquinas de maior precisão, como a Heinrich-Heine University, na Düsseldorf, a cerca de oito horas de carro de Genebra, em condições normais de trânsito.

Para a continuidade dos trabalhos, o contêiner atual oferece autonomia de até quatro horas. O trajeto até Düsseldorf exige planejamento adicional, já que envolve deslocamento de maior distância e manutenção das condições de contenção.

Desdobramentos técnicos

Especialistas destacam o papel de campos elétricos e magnéticos intensos na sustentação dos antiprótons dentro do vácuo. A tecnologia testada não apenas viabiliza novas medições, mas também estimula o desenvolvimento de soluções aplicáveis em outros setores da física e da engenharia.

O experimento é visto como etapa inicial para que laboratórios europeus realizem medições mais precisas de antiprótons, com menor interferência de campos magnéticos externos. O CERN ressalta que o avanço é uma prova de conceito para operações futuras.

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