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Embraer apresenta primeiro caça supersônico produzido no Brasil

Brasil avança na defesa com o Gripen E; 15 das 36 aeronaves deverão ser montadas no Brasil, fortalecendo soberania e dissuasão

Lual participou da cerimônia de apresentação do primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido em território nacional. (Foto: EFE/Sebastiao Moreira)
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  • A Embraer apresentou o primeiro caça supersônico fabricado no Brasil, o F-39E Gripen, em parceria com Saab e a Força Aérea Brasileira (FAB), com contrato para produzir 14 unidades adicionais.
  • O acordo de 2014 prevê a produção de 36 caças Gripen — 28 Gripen E monoposto e 8 Gripen F biposto —, com 11 aeronaves já entregues.
  • Até o momento, 15 das 36 unidades terão a montagem final realizada no Brasil, na planta da Embraer em Gavião Peixoto (SP).
  • O Gripen E em produção brasileira segue padrões da Suécia e está em uso desde fevereiro no Alerta de Defesa Aérea, a partir da Base Aérea de Anápolis (GO).
  • O avião tem 15,2 metros de comprimento, velocidade de até Mach 2,4 e pode transportar até sete mísseis ar-ar Meteor, além de dois mísseis IRIS-T, com autonomia de cerca de duas horas e meia.

O consórcio entre Embraer, Saab e a Força Aérea Brasileira (FAB) apresentou nesta quarta-feira o F-39E Gripen, o primeiro caça supersônico produzido no Brasil. A cerimônia ocorreu no complexo industrial da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), e prevê a implantação de mais 14 caças no total do contrato.

O marco coloca o Brasil entre um grupo seleto de nações capazes de desenvolver e fabricar aeronaves de alta complexidade. Estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Defesa, José Múcio, e a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen.

O acordo, assinado em 2014, envolve o desenvolvimento e a produção de 36 caças Gripen — 28 Gripen E monoposto e 8 Gripen F biposto. O primeiro exemplar chegou ao Brasil em 2020, e já foram entregues 11 aeronaves. Das 36, 15 terão a montagem final realizada no Brasil, na fábrica da Embraer.

Produção, capacidades técnicas e uso

A Força Aérea Brasileira afirma que a estratégia faz parte do Programa F-X2, contribuindo para a absorção de conhecimento técnico e para futuras modernizações, além de suporte logístico. As aeronaves produzidas no Brasil seguem os mesmos padrões de projeto, certificação e qualidade das unidades recebidas da Suécia.

Desde fevereiro, o Gripen está em serviço de Alerta de Defesa Aérea a partir da Base Aérea de Anápolis (GO), assegurando a proteção do espaço aéreo sobre o Distrito Federal. A aeronave conta com 15 pontos de fixação de carga externa, podendo transportar até sete mísseis Meteor ar-ar de longo alcance e dois IRIS-T de curto alcance.

O F-39E Gripen tem 15,2 metros de comprimento e envergadura de 8,6 metros, com peso máximo de decolagem de 16,5 toneladas. A velocidade alcança Mach 2,4 (aproximadamente 2,4 mil km/h) e a autonomia é de até duas horas e meia. A arquitetura de rede e a fusão de sensores ajudam na tomada de decisões em formação tática.

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