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Escavações na cidade de Alexandre, o Grande, no Iraque, adiadas pela guerra

Explorações de Alexandria on the Tigris, no Iraque, adiadas pela guerra e por restrições de viagem, atrasam pesquisas arqueológicas e campanha geofísica

The walls of the ancient city of Alexandria
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  • Escavações na antiga Alexandria on the Tigris, no Iraque, foram adiadas por causa da guerra e de restrições de viagem, segundo o arqueólogo Stefan Hauser.
  • O sítio fica perto de Basra, na fronteira com o Irã, e foi fundado por Alexandre, o Grande, em 324 a.C.; pesquisas recentes confirmam a localização.
  • Imagens de drones e levantamentos geofísicos mostraram que a cidade era um importante centro comercial, com áreas residenciais, palácio, porto fluvial e sistema de irrigação ao longo de cerca de quinhentos quilômetros quadrados.
  • A cidade foi abandonada no século III, após o rio Tigris mudar de curso; estudos apontam mudanças na superfície do terreno por trincheiras e proteção de tanques durante conflitos.
  • A 71ª Rencontre Assyriologique Internationale, prevista para Bagdá, foi cancelada por questões de segurança; durante o conflito, há registros de mortes e feridos no país.

O sítio arqueológico Alexandria on the Tigris, em torno de Basra, teve as escavações adiadas por causa da guerra em curso. A cidade foi fundada por Alexandre, o Grande, em 324 a.C. e fica perto da fronteira com o Irã. Pesquisas recentes foram divulgadas pela Universidade de Konstanz em janeiro.

Segundo Stefan Hauser, professor de arqueologia, o espaço aéreo do Iraque está fechado e o acesso fica restrito. O plano inicial de trabalhos geofísicos precisou ser suspenso. Há expectativa de reaplicar para o outono, caso as condições melhorem.

Imagens de drone e levantamentos geofísicos indicaram quatro áreas civis em uma metrópole de cerca de 500 km², incluindo um distrito residencial, um palácio e um porto fluvial com oficinas. A fortificação serviu de linha defensiva na guerra Irã-Iraque.

A história do local envolve rastros de ocupação militar; o muro fazia parte de defesas da região. Pesquisas anteriores destacam mudanças na superfície causadas por trincheiras e proteção de tanques, documentadas pela pesquisadora Mary Shepperson.

O projeto Alexandria on the Tigris tem participação da Universidade de Bagdá e da Autoridade de Antiguidades do Iraque. A interrupção da pesquisa acompanha o contexto de instabilidade regional e da atual disputa militar, com impactos em atividades científicas.

A comunidade acadêmica aguarda a retomada das investigações, já que o sítio pode reconfigurar a compreensão sobre o Império Parta e as redes de comércio de longa distância na Antiguidade. A continuidade depende da evolução da segurança na região.

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