- O outono de 2026 deve ser mais quente que o de 2025, com início entre o fim de março e a segunda quinzena de abril, marcado por maior umidade e pancadas de chuva, mantendo volumes próximos ou acima da média nos dois primeiros meses.
- Em maio, a chuva tende a perder intensidade e ficar irregular, com frentes frias provocando instabilidades pontuais; as quedas de temperatura devem ocorrer, mas de forma menos intensa que em 2025.
- A umidade e as chuvas de março e abril ajudam o milho safrinha no Brasil Central, plantado no fim do verão, mas o excesso de umidade pode atrasar o início da colheita de algumas culturas.
- A maior umidade pode dificultar a colheita de cana-de-açúcar e trará desafios para laranja e café, embora as perspectivas de produtividade devam permanecer positivas em relação ao ano passado.
- O frio deve ser menos intenso e as geadas amplas são mais restritas, com maior chance de geadas pontuais no Sul de Minas, em São Paulo e em áreas de Mato Grosso no fim de maio ou junho; o Sul tende a ser mais úmido para o início da safra de inverno (ex.: trigo).
O outono de 2026 deve apresentar temperaturas mais altas que o último ano, segundo Dayane Figueiredo, meteorologista da Climatempo. O início da estação ocorre entre final de março e a segunda quinzena de abril, com maior umidade e pancadas de chuva previstas para esses meses. A tendência é de volumes de precipitação próximos ou acima da média em grande parte do país.
Ao longo de maio, a chuva deve perder intensidade e tornar-se irregular, associada a frentes frias que ainda geram instabilidades localizadas. As temperaturas devem cair, mas o ritmo será menos intenso do que em 2025, quando massas de ar frio atuaram com mais força entre abril e maio.
Mudanças no tempo esperadas
No campo, a umidade de março e abril, especialmente no Brasil Central, tende a favorecer o milho safrinha, plantado no fim do verão, elevando o potencial produtivo. Entretanto, o excesso de umidade pode dificultar o início da colheita de diversas culturas.
A umidade elevada também pode impactar a cana-de-açúcar, com interrupções no corte e na moagem, além de dificultar a colheita de laranja e café. Mesmo assim, as perspectivas para essas culturas seguem positivas, com produtividade estimada acima da do ano passado.
Cenário regional e riscos
Na Região Sul, o outono tende a ser mais úmido, o que pode favorecer a safra de inverno, como o trigo, porém com desafios de manejo. No Brasil Central, o final da estação deve ficar mais quente e seco, aumentando o risco de queimadas, principalmente no Centro-Oeste e no MATOPIBA.
Em relação ao frio, o risco de geadas diminui consideravelmente frente a 2025. Abril deve permanecer relativamente quente, com queda acentuada prevista apenas no fim de abril ou início de maio, ainda que sem frio intenso e generalizado.
Perspectivas de geadas
Massas de ar frio intensas são mais prováveis em maio e junho, mas o risco de geadas amplas permanece baixo, concentrado na Região Sul e em áreas de maior altitude. Para São Paulo e Mato Grosso, a chance de geada é considerada apenas pontual no fim de maio ou junho. No Sul de Minas, pode haver geada em julho.
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