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Furto de vírus em SP levanta dúvidas sobre riscos à população

Furto de amostras virais em laboratório da Unicamp acende alerta de biossegurança; risco à população permanece baixo, desde que protocolos sejam cumpridos

Vírus foi furtado da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
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  • A Polícia Federal prendeu em flagrante a professora Soledad Palameta Miller, suspeita de furtar amostras virais de um laboratório de alta segurança da Unicamp; ela foi liberada após audiência de custódia.
  • O material foi transferido para freezers de outros pesquisadores, e caixas desapareceram no dia 13 de fevereiro, conforme apurado pela PF.
  • Especialistas explicam que vírus usados em pesquisa são mantidos em criopreservação, com ultrafreezers e, em alguns casos, nitrogênio líquido, em locais com acesso restrito e monitorado.
  • O risco de contaminação existe, mas é considerado baixo; para chegar ao público, seria necessário vencer várias barreiras de segurança, além de falhas humanas ou descarte inadequado.
  • Investigações envolvem Anvisa e Ministério da Agricultura; medidas incluem isolamento da área, identificação de contatos, desinfecção e monitoramento, e a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à investigada com proibição de frequentar laboratórios.

O furto de amostras virais cometido em um laboratório de alta segurança da Unicamp acende alerta sobre biossegurança no país. A Polícia Federal prendeu, em flagrante, a professora Soledad Palameta Miller, suspeita de subtrair material biológico. Ela foi liberada após audiência de custódia.

Especialistas ressaltam que vírus usados em pesquisa ficam sob controle rigoroso. O armazenamento envolve criopreservação, ultrafreezers precisionados e, em alguns casos, nitrogênio, com amostras em criotubos dentro de áreas de acesso restrito. Ainda assim, há risco de contaminação em cenários de falhas operacionais.

Risco existe, porém é baixo

Para que um vírus alcance a população, é preciso vencer várias barreiras de segurança, como frascos, freezers, salas trancadas e sistemas de filtragem. Falhas humanas ou descarte inadequado de material biológico são os cenários mais preocupantes, segundo o especialista.

Caso haja contaminação de alto potencial de transmissão, o impacto pode variar conforme a circulação regional do patógeno. Em regiões sem defesa imunológica específica, podem ocorrer surtos locais e hospitalizações.

Os principais afetados seriam alunos e pesquisadores que trabalham com amostras. Profissionais expostos ao material biológico estão em risco de infecção ocupacional sem percepção inicial do contágio. Em eventual falha de protocolo, contatos diretos ou inalação de partículas podem ocorrer.

Medidas e resposta institucional

Em situações de suspeita de vazamento, ações rápidas incluem isolamento da área, identificação de quem teve acesso, desinfecção com agentes apropriados e comunicação às autoridades de saúde. O monitoramento de contatos pode ser necessário.

Dinâmica do crime e andamento das investigações

O desaparecimento de caixas com amostras virais foi registrado em 13 de fevereiro pelo Laboratório de Virologia Aplicada. A PF informou que a professora teria transferido o material para freezers de outros pesquisadores, descartando frascos no caminho. A Anvisa participa das investigações, localizando o material manipulado para análise no Ministério da Agricultura.

A Justiça Federal concedeu liberdade provisória à investigada, mediante fiança, com proibição de frequentar laboratórios da universidade. A Unicamp afirmou colaborar com o inquérito e que todos os envolvidos serão responsabilizados conforme a lei. A instituição também instaurou uma apuração interna.

*Com informações de Beto Souza, da CNN Brasil.*

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