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Gel no vinhedo ameaça futuras colheitas neste fim de semana

Geada intensa ameaça futuras safras na França; vinicultores recorrem a sensores e turbinas antifreezer para proteger brotos, com custo alto e risco de perdas significativas

La nuit du 27 mars 2026 s’annonce extrêmement froide avec un gel étendu sur une grande partie des vignes françaises.
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  • A noite de 27 de março de 2026 promete frio extremo e geada em grande parte das vinhas francesas, incluindo a região de Chablis.
  • As vinhas estão no início do ciclo vegetativo e há risco de danos aos botões e às folhas jovens devido às geadas tardias.
  • Vignerons apontam que as geadas frequentes hoje estão associadas ao aquecimento global, que desloca os ciclos da plants as vinhas.
  • Medidas de proteção citadas incluem sensores no campo e turbinas antigerel, porém com alto custo para propriedades menores.
  • Há ainda preocupação com granizo, lembrando perdas anteriores (até 80% em 2021 para a Domaine Baud) e episódios graves na Borgonha em 2024.

O frio intenso previsto para a noite de sexta-feira, 27 de março de 2026, ameaça as vinhas em várias regiões produtoras da França. A geada é esperada durante vários dias, impactando o início do ciclo vegetativo das plantas. O risco é maior para as vinhas já despertas após o período de dormência.

Em Chablis, produtores locais já se preparam. Meteorologia aponta temperaturas negativas durante as madrugadas, elevando a preocupação com danos aos botões e folhas jovens. Agricultores destacam a necessidade de proteção para reduzir perdas.

O cenário atual mostra que o aquecimento não deve ocorrer de imediato, mantendo o risco de geada ao longo do fim de semana. Os viticultores observam que mudanças climáticas alteram o timing natural das fases de crescimento das videiras.

Medidas de proteção e custos

Especialistas indicam uso de sondas climáticas para monitorar temperatura e umidade nas parcelas. Também existem torres com aquecimento ascendendo ar morno para o nível do cultivo, reduzindo a vulnerabilidade das gemas. Mesmo assim, o investimento permanece alto para muitos produtores.

Segundo a produtora Clémentine Baud, em Jura, o custo de adotar soluções de proteção dificulta a adoção generalizada. Em vinhedos com preço de venda acessível, gastar com equipamentos pode comprometer a viabilidade econômica do cultivo.

Não há garantias de que as medidas sejam suficientes diante de geadas severas previstas. Em 2021, a Baud já registrou perdas significativas, chegando a 80% em parte da safra. O controle meteorológico atento é apontado como único recurso viável neste momento.

Riscos adicionais para a região

Além da geada, o setor teme precipitações fortes, como granizo, em regiões como Chablis. Histórico recente aponta episódios de granizo devastadores para a produção ao longo de 2024. As vinhas continuam vulneráveis a eventos extremos, com impacto potencial nas safras futuras.

Fontes citadas: produtores de Chablis, Domaine Pinson, Domaine Baud e dados meteorológicos locais.

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