- Neste domingo, 29 de março, os relógios adiantam uma hora, o que reduz o sono de muitas pessoas e pode estender as noites nos dias seguintes.
- Especialistas dizem que a mudança de horário afeta o ritmo circadiano, o relógio interno de 24 horas que regula sono, alerta, hormônios e humor.
- Estudos associam o avanço de horário a aumentos de curto prazo em acidentes de trânsito, ataques cardíacos e episódios depressivos.
- A maior luminosidade vespertina pode atrasar o sono, já que a luz suprime a produção de melatonina; escurecer o quarto antes de dormir ajuda a melhorar a qualidade do sono.
- Há debates sobre abandonar as mudanças sazonais, com pesquisadores defendendo manter o horário padrão de inverno como referência para evitar prejuízos ao sono, especialmente no inverno.
A interrupção do horário de verão pode afetar o ritmo circadiano humano. Neste domingo, 29 de março, os relógios adiantam uma hora na maior parte da Europa, o que reduz o tempo de sono de muitos indivíduos e alonga as noites nos dias seguintes. As mudanças ocorrem duas vezes ao ano, e a cada primavera o relógio salta uma hora.
Especialistas em saúde destacam que uma simples diferença de 60 minutos já pode desregular o relógio interno, responsável por sono, alerta, produção hormonal e humor. Segundo o pesquisador da King’s College London, a adaptação varia e pode levar dias ou até meses para alguns. A genética também influencia a forma como cada pessoa reage.
A mudança de horário da primavera está associada a picos de incidentes de trânsito, infartos e episódios depressivos em estudos observacionais. Além do sono, a presença de luz à noite atrasa o início do sono, pois a claridade suprime a melatonina, hormônio que sinaliza preparação para dormir.
Ajustar o ambiente pode ajudar. Noites escuras e cortinas blackout ajudam a reforçar sinais de descanso, conforme orientação de especialistas. A iluminação externa e interna contínua até mais tarde pode dificultar o relaxamento ao fim do dia.
Apesar dos impactos, muitos prosperam com mais luz ao final do dia, o que é visto como benefício social e econômico. Pesquisadores ressaltam que a importância da luz matinal é decisiva para manter o relógio biológico alinhado com a rotina diária, especialmente no inverno.
Há movimento na Europa para abolir as mudanças sazonais. Em 2018, a Comissão Europeia propôs eliminar as alterações, com grande apoio popular. Contudo, o tema permanece sem acordo entre Estados-membros, mantendo o calendário atual.
Caso as mudanças sejam encerradas, cientistas defendem manter o horário padrão, o de inverno. A sugestão busca preservar a luz pela manhã, especialmente nos meses de menor duração do dia, evitando dependência excessiva de iluminação artificial.
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