- A NASA revelou um plano em fases para construir uma base permanente na Lua até 2030, alinhado à Política Espacial Nacional dos EUA.
- Nas primeiras fases, serão enviados rovers, instrumentos e tecnologia para estudar geração de energia, comunicações e navegação, com parcerias com JAXA, Itália e Canadá em habitação, mobilidade e logística.
- A Gateway fica em pausa; Artemis III passará a testar sistemas em órbita terrestre em 2027 e Artemis IV levará humanos à superfície lunar em 2028, com missões lunares subsequentes ocorrendo a cada seis meses.
- O programa prevê a primeira aeronave interplanetária movida a propulsão nuclear, Space Reactor-1 Freedom, que chegará a Marte até 2028, com drones Skyfall para explorar o planeta.
- Outras missões científicas anunciadas incluem Dragonfly para Titã (chegada em 2034), o rover Rosalind Franklin para Marte em 2028 e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, além de uma missão terrestre para estudar tempestades convectivas.
NASA revela plano para base lunar permanente até 2030
A NASA apresentou um plano estruturado para retornar à Lua e estabelecer uma base permanente no satélite. A iniciativa, anunciada durante o evento Ignition, busca acelerar missões lunares, testar propulsão nuclear e definir futuras missões científicas, alinhando-se à política espacial dos EUA.
O objetivo é manter a liderança dos Estados Unidos na chamada corrida lunar. O anúncio enfatiza que o relógio da competição internacional corre e que o sucesso será medido em meses, não em anos, segundo o administrador da agência, Jared Isaacman.
O que muda no plano? A NASA propõe fases para a base lunar. Inicialmente, rovers, instrumentos e tecnologia serão enviados à superfície para estudar geração de energia, comunicação e navegação no ambiente lunar.
Na etapa seguinte, serão construídas estruturas parcialmente habitáveis e entregas regulares de suprimentos, com cooperação da agência espacial japonesa JAXA usando um rover pressurizado para as operações de entrega.
O estágio final prevê transferências de equipamentos maiores e, com o tempo, a presença humana contínua na Lua, encerrando visitas pontuais. O governo já fechou parcerias com Itália e Canadá, com novas contribuições previstas em habitação, mobilidade de superfície e logística.
A decisão de 2023, por meio de decreto executivo, orienta a construção de uma base lunar permanente até 2030, apoiando presença estável e futuras missões para Marte. Assim, a NASA prioriza a base sobre o propulsor Gateway, que havia sido planejado para 2027.
Reestruturação de missões Artemis
A NASA suspende temporariamente o Gateway para concentrar recursos na base lunar. A Artemis III, prevista inicialmente para 2027, passa a testar sistemas e operações em órbita terrestre. A Artemis IV, com previsão de 2028, objetiva levar humanos à superfície lunar.
A agência planeja lançar a cada seis meses missões lunares após Artemis III, com pelo menos uma tentativa de alunagem anual. O objetivo é sustentar um fluxo contínuo de exploração e pesquisa na Lua.
Novas missões científicas e tecnologia
Além da Lua, a NASA anunciou uma série de missões científicas. O telescópio Nancy Grace Roman deverá intensificar o estudo da energia escura e da matéria que impulsiona a expansão do universo.
Dragonfly, uma sonda-aérea nuclear, está prevista para 2028 e chegará a Titã, lua de Saturno, em 2034 para explorar um ambiente orgânico complexo. O veículo é movido por energia nuclear e possuí oito hélices.
A rocket Rosalind Franklin, rover da ESA, será enviado a Marte em 2028, com espectrômetro de massa a bordo para detectar moléculas orgânicas. Em Terra, outra missão atmosférica estudará tempestades convectivas para melhorar previsões de eventos extremos.
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