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Tempestade em Júpiter gera raios até 100 vezes mais fortes que na Terra

Sonda Juno registra tempestades em Júpiter com raios até cem vezes mais potentes que na Terra, ajudando a compreender atmosferas de outros mundos

Imagem de Júpiter capturada com o Telescópio Espacial Hubble, da Nasa/ESA, para estudar auroras do planeta (como registrada no topo da foto)
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  • Estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley, com dados da sonda Juno, aponta que relâmpagos de tempestades em Júpiter podem ter até cem vezes mais energia que os da Terra.
  • Os resultados foram publicados em AGU Advances em 20 de março de 2026.
  • O radiômetro da sonda mede emissões de rádio dos relâmpagos, sem interferência das nuvens, para avaliar a intensidade das descargas.
  • A atmosfera de Júpiter é dominada por hidrogênio, tornando o ar úmido mais pesado e exigindo mais energia para formar tempestades, que liberam descargas mais potentes.
  • Entre 2021 e 2022, grandes tempestades conhecidas como “supertempestades furtivas” podem durar séculos e gerar raios de alta potência.

Tempestades em Júpiter podem produzir raios até 100 vezes mais fortes que os observados na Terra, aponta estudo da Universidade da Califórnia, Berkeley, com dados da sonda Juno. A pesquisa, publicada em AGU Advances no dia 20 de março, analisa tempestades no gigante gasoso.

Segundo os autores, entender tempestades em outros planetas ajuda a desvendar fenômenos ainda pouco conocidos na Terra, inclusive diversos tipos de eventos luminosos associados a descargas atmosféricas.

A atmosfera de Júpiter é dominada pelo hidrogênio, o que torna o ar úmido mais pesado e dificulta a subida de correntes. Esse fator exige mais energia para formar tempestades, mas favorece descargas mais intensas nas camadas superiores.

Dados da missão indicam que algumas tempestades no planeta podem durar séculos e gerar relâmpagos extremamente potentes. O radiômetro da sonda mediu a intensidade das descargas sem a interferência das nuvens, revelando flashes muito mais fortes que os vistos na Terra.

Dados da missão Juno

A equipe concentrou a análise em grandes tempestades registradas entre 2021 e 2022, conhecidas como supertempestades furtivas. Essas eventos ocorrem em grandes faixas da atmosfera joviana e podem liberar energia de forma acentuada entre nuvens.

Os resultados destacam que, em determinados casos, as descargas atingem potências muito acima dos padrões terrestres, explicando a razão pela qual tempestades Jupiterianas exigem menos visibilidade para medir a energia liberada.

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