- O astronauta da NASA Don Pettit publicou no X uma foto de uma batata roxa cultivada na Estação Espacial Internacional, apelidada Spudnik-1.
- A batata roxa ocorre por antocianinas; Pettit plantou batatas no espaço durante a Expedição setenta e dois, descrevendo o cultivo em um terrário com luz de cultivo e apoio de velcro.
- Pettit já realizou quatro viagens desde 2002, totalizando 590 dias em órbita, e registrou imagens de cometas e auroras.
- O cultivo de alimentos no espaço ganha destaque para missões de longa duração, com participação de NASA, Agência Espacial Europeia (ESA), Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e Agência Espacial Japonesa (JAXA).
- Tecnologias envolvidas incluem hidroponia, bioreatores, Veggie e habitats de plantas avançadas, com abordagens que vão desde cultivo em estufas automatizadas até sistemas biogenerativos.
NASA astronaut Don Pettit publicou nas redes a imagem de uma batata roxa cultivada no espaço, na Estação Espacial Internacional (ISS). O registro viralizou na plataforma X, gerando curiosidade sobre a agricultura espacial.
A figura mostra uma batata com aspecto roxo, devido a antocianinas, e com um ponto de velcro para ancoragem no terrário de cultivo. Pettit descreveu a batata como parte de seu jardim espacial, plantada durante a Expedição 72.
Spudnik-1, batata roxa em órbita, é o título da postagem em que o astronauta detalha o experimento feito em seu tempo livre. O relato também ressalta que o cultivo de batatas é considerado uma fonte de alimento eficiente para missões longas.
O crescimento de alimentos no espaço
O desenvolvimento de tecnologias para cultivar alimentos, especialmente em Marte e na Lua, ganhou destaque entre agências espaciais nas últimas décadas. Objetivo: viabilizar missões e assentamentos de longo prazo sem depender exclusivamente de reabastecimento da Terra.
Entre os envolvidos estão a NASA, a ESA, o DLR e a JAXA, com abordagens distintas para a alimentação no espaço. A NASA já cultivou alface, pimentas e outras culturas com o Veggie e o Habitat de Plantas Avançadas (APH).
A ESA foca em sistemas bioregenerativos, incluindo cultivo a partir de microrganismos e células-tronco, além de alimentos cultivados em laboratório. O DLR investe em estufas automatizadas e estudos na Antártida como parte de seus experimentos.
Alguns métodos-chave incluem hidroponia, com cultivo em água nutrientes, e o uso de biorreatores para transformar fermentação em proteína, ampliando as possibilidades de alimentação no espaço.
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