- Pesquisadores sequenciaram o genoma de mais de mil insetos para entender o principal vetor da malária na América do Sul.
- O estudo, publicado na revista Science, indica evolução genética nos vetores em vários países.
- A resistência observada não seria causada pelo uso de inseticidas, segundo os cientistas.
- A hipótese aponta que o contato excessivo com produtos químicos da agropecuária, que podem se acumular em valas de irrigação, contribuiria para a resistência.
- Ainda assim, é necessário mais estudos para confirmar a hipótese.
O estudo aponta que o principal vetor da malária na América do Sul pode estar desenvolvendo resistência a inseticidas. A pesquisa, publicada na revista Science, envolve o sequenciamento do genoma de mais de mil insetos da espécie.
Segundo os autores, o reflexo genético observado ocorreu em vários países da região, indicando uma tendência de evolução nos vetores. A resistência não estaria ligada ao uso direto de inseticidas, mas ao contato frequente com produtos químicos usados na agropecuária.
Os cientistas destacam cautela: a hipótese precisa ser confirmada por pesquisas adicionais. A possível relação entre agroquímicos e a resistência deve ser investigada para orientar estratégias de controle da malária na região.
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