- Em março de 2025, dois pares licenciados de castores foram soltos em Studland, Dorset, num marco histórico para a espécie.
- Um dos pares licenciados permaneceu estável após um ano de variações; o macho de um par morreu no verão passado, e a fêmea não foi avistada desde então.
- Em 2024, um par não licenciado já ocupava Little Sea, o que complicou o plano de liberação oficial e provocou realocações.
- Os castores licenciados acabaram encontrando moradia em local não divulgado, após tentativas frustradas em Swanage e em áreas próximas a estações de tratamento de água.
- A área foi transformada com a construção de barragem e alagamento, câmeras registraram outras espécies e houve acasalamento entre o par; há expectativa de nascimento de filhotes neste verão.
O grupo de castores liberado na natureza em março de 2025, no controle de uma reserva natural em Dorset, entra para a história ao ser solto sem cercas. A ação foi descrita pelo National Trust como um marco para a espécie. A liberação ocorreu em Studland, com objetivo de retorno à vida selvagem.
Após um ano, um dos dois pares licenciados parece ter se estabelecido. A outra parte permanece sem confirmação de presença, após a morte de um dos animais no verão passado. Conservacionistas seguem monitorando sinais da parceira remanescente.
Em 2024, porém, um par de animais não licenciados já ocupava o local escolhido para o lançamento oficial, o lago Little Sea, de 33 hectares. Essa entrada antecipada de indivíduos não autorizados alterou planos e estratégias de manejo.
Progresso dos animais
Os castores são territoriais, e especialistas dizem que os intrusos podem ter sido empurrados para fora do habitat designado, buscando abrigo em outras áreas. Em abril, uma fêmea foi avistada em um riacho próximo a Swanage, no centro da cidade.
A fêmea nadou cerca de 5 km ao redor de Old Harry Rocks, possivelmente após ser perseguida pela outra. Ela foi recapturada com cuidado e devolvida a Little Sea, sem permanecer ali. Em seguida, voltou a se afastar com o companheiro.
Novo itinerário e impacto
Depois de novas tentativas de encontrar abrigo, o casal acabou se estabelecendo num local alternativo, próximo a Studland, em uma área de tratamento de esgoto, antes de ser retirado novamente para evitar riscos. Por fim, o grupo encontrou um novo lar, longe do local inicial.
A área instalada passou a receber uma transformação: um pântano foi aberto a partir de um riacho sombreado, com dique de 35 metros que mantém a água, permitindo circulação das aves e mamíferos locais. Troncos e galhos mostram marcações de mastigação.
Câmeras de trilha registraram atividades de outros animais, como umaLontra e uma coruja-parda na orla. Também houve registro de acasalamento entre os pares, o que eleva a expectativa de novos filhotes.
Para Gen Crisford, gerente do projeto pelo National Trust, o saldo é positivo: a introdução, apesar dos contratempos, avança com o estabelecimento de uma nova paisagem. A equipe mantém a vigilância contínua para futuras liberações no espaço da região.
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