- Pesquisas em Sri Lanka indicam que o peixe-sunha pode estar “funcionalmente extinto” no país, com registros ausentes há quase uma década.
- A última captura confirmada ocorreu em 2017, em Kuchchaveli, no leste do Sri Lanka, segundo registros pesquisados.
- Entrevistas com 300 pescadores em 21 portos pesqueiros mostraram que menos de 30 anos não reconhecem o peixe-sunha em fotos, e muitos afirmam não vê-lo desde 1992.
- Pescadores com mais de 50 anos relatam avistamentos no passado, sugerindo que as populações já foram muito maiores.
- Pesquisadores destacam medidas de conservação e a importância de habitats rasos, estuários e controle de capturas acidentais para a recuperação, além de reconhecerem o valor cultural das peças de peixe-sunha em comunidades costeiras.
O peixe-peixe-garra é um tamarino marinho de barbas longas, reconhecido pelo focinho alongado com bordas de dentes em formato de serra. Em Sri Lanka, há pouco estudo sobre a espécie e a situação é preocupante.
Pesquisadores da Blue Resources Trust, com base em Colombo, entrevistaram 300 pescadores de 21 portos ao redor do país. O objetivo foi entender o desaparecimento dos sawfish, classificados entre os mais ameaçados do oceano.
Entre os respondeures, nenhum com menos de 30 anos conseguiu identificar um sawfish em fotos. Entre os que já viram o animal, metade não o encontra desde 1992 e apenas 32 relataram já ter capturado um.
Paralelamente, pescadores com mais de 50 anos relatam encontros frequentes no passado, sugerindo que as populações já foram maiores. Alguns lembram de usar o rostrum para construir cercas para manter cães longe de peixes secos.
A última captura confirmada em águas do Sri Lanka ocorreu em 2017, em Kuchchaveli, no leste do país. O registro foi descrito como encontro casual, com a foto do animal sendo valorizada pelos pescadores.
Especialistas destacam que, globalmente, todas as cinco espécies de sawfish estão em perigo ou criticamente em perigo. A comunicação ocorre pela IUCN, com alerta para a recuperação lenta devido à biologia da espécie.
A pesquisadora Rima Jabado ressalta que a espécie pode estar funcionalmente extinta no Sri Lanka, ou seja, restam poucos indivíduos sem viabilidade para reprodução, tornando a sobrevivência de longo prazo improvável.
Entre as causas, a pesca acidental e a degradação de habitats prioritários, como estuários e áreas rasas, aparecem como fatores críticos. Práticas de pesca destrutivas e poluição ampliam os riscos para a espécie.
Apesar do cenário, ainda surgem sinais de esperança. O estudo aponta que was de comunidades costeiras podem ajudar na conservação, caso haja proteção de habitats e redução de capturas acidentais.
A pesquisa também revela que os rostrums de sawfish aparecem em igrejas locais, oferecidos como agradecimento ou proteção no mar, indicando reconhecimento cultural da presença da espécie e potencial para ações de conservação comunitária.
Medidas de conservação recomendadas incluem: proteção de áreas-chave, melhoria na comunicação com pescadores, incentivos para devolução de animais capturados acidentalmente e ampliação de pesquisas sobre áreas de desova e de criação. A cooperação entre ciência, governo e comunidades é enfatizada.
O biosensor do rostrum — com ampulasy de Lorenzini — permite ao animal detectar presas na água, facilitando ataques rápidos. Estudos destacam a importância de estuários e áreas salobras como berçários para a espécie.
Para avançar, especialistas defendem legislação mais robusta, maior proteção marinha e políticas baseadas em evidências, mantendo o equilíbrio entre conservação de espécies e meios de subsistência locais.
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