- Campanha Nacional contra a Gripe de 2026 começa no próximo sábado, com foco em gestantes e crianças; vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS.
- O infectologista Renato Kfouri alerta que crianças e gestantes estão sendo menos vacinadas do que o ideal.
- A gripe pode ser mais grave em grávidas, e os anticorpos passam da mãe para o bebê pela placenta; o bebê pode tomar a vacina da gripe a partir dos seis meses.
- Esquema de doses: crianças de seis meses a oito anos precisam de duas doses na primeira vacinação, com intervalo de um mês; a partir de nove anos, dose única anual; gestantes também recebem dose anual.
- Fiocruz aponta aumento de síndromes respiratórias graves, com destaque para influenza A, rinovírus e VSR; há informações sobre casos e óbitos por vírus.
A Campanha Nacional contra a Gripe 2026 começa no próximo sábado, com foco em gestantes e crianças. O imunizante é oferecido gratuitamente pelo SUS, mas a adesão ainda é baixa, mesmo entre grupos prioritários. O alerta é do infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SBP.
Kfouri ressalta que o vírus influenza atinge 15% a 20% da população e pode ser mais grave em gestantes. O sistema imunológico da mulher muda durante a gravidez, elevando o risco de complicações respiratórias. A vacinação na gestação também protege o recém-nascido pela transferência de anticorpos.
Esquema de doses
Crianças de 6 meses a 8 anos precisam de duas doses na primeira vacinação, com um intervalo de um mês, e dose única nos anos seguintes. A partir de 9 anos, é exigida apenas a dose anual. Gestantes devem tomar a dose anual.
Quem pode tomar a vacina da gripe
Podem se vacinar crianças entre 6 meses e 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, idosos a partir de 60 anos e grupos com maior risco de formas graves da doença.
Influenza no Brasil
O último boletim da Fiocruz aponta alta de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O aumento está ligado a influenzas A, rinovírus e VSR, com mais hospitalizações. Nas quatro últimas semanas, a distribuição de casos positivos incluiu rinovírus (45%), influenza A (27,8%) e VSR (14,6%).
Óbitos por SRAG mostram influenza A em 35,9%, Covid-19 em 29,1% e rinovírus em 27,2%. Influenza B representa 2,9%.
Caso a caso, especialistas destacam a importância da vacinação para reduzir casos graves, especialmente entre gestantes e crianças. A campanha visa ampliar cobertura e reduzir complicações associadas à gripe.
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