- O SpaceLab, da Universidade Federal de Santa Catarina, prepara novos lançamentos de satélites após a falha de dois aparelhos em Alcântara, no Centro Espacial.
- A próxima missão, ainda neste ano, envolve envio de nanosatélites em parceria com a SpaceX, integrada a projetos desenvolvidos no laboratório.
- A plataforma FloripaSat serve de base para missões acadêmicas de baixo custo; a primeira versão foi lançada em dois mil e dezenove e deu origem à segunda geração.
- Um dos voos futuros ocorre no fim deste ano na missão Transporter 18, da SpaceX, com outros equipamentos da constelação Catarina em desenvolvimento para lançamentos nos próximos anos.
- Desafios incluem a falta de uma indústria nacional de microeletrônica e infraestrutura de testes concentrada no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o que dificulta o desenvolvimento de novos equipamentos.
O SpaceLab, o laboratório de tecnologia espacial da Universidade Federal de Santa Catarina, prepara novos lançamentos de satélites ainda neste ano em parceria com a SpaceX. A iniciativa faz parte de uma série de projetos desenvolvidos no próprio laboratório, usando tecnologia de origem brasileira.
A missão anterior, realizada a partir do Centro Espacial de Alcântara, terminou com a perda de dois satélites a bordo de um foguete sul-coreano. O episódio motivou ajustes e novos testes nos equipamentos antes de novos voos. O objetivo é ampliar a participação brasileira na exploração orbital.
A próxima etapa previsto ainda neste ano envolve nanosatélites, sob a égide da chamada constelação Catarina, com apoio da SpaceX. Outros equipamentos devem ser lançados nos próximos anos, segundo o SpaceLab, que mantém o FloripaSat como base para missões de baixo custo.
Aprendizados e desafios
Segundo o professor Eduardo Bezerra, coordenador do SpaceLab, cada lançamento gera lições técnicas, desde a integração dos satélites até detalhes de montagem. Pequenos ajustes, como o diâmetro de um parafuso, podem impactar o voo.
O programa enfrenta entraves estruturais, principalmente pela ausência de uma indústria nacional de microeletrônica. Componentes restritos por acordos internacionais limitam o desenvolvimento de novos equipamentos no Brasil.
A infraestrutura de testes hoje está concentrada no INPE, em São José dos Campos. Ampliar a capacidade de ensaios em universidades e centros regionais pode acelerar projetos e reduzir custos, aponta Bezerra.
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