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China autoriza uso comercial de implante cerebral para tetraplégicos

China concede licença comercial ao primeiro implante cerebral para tetraplégicos, que traduz sinais neurais em movimentos da luva robótica da Neuracle

Na imagem, dispositivo da Neuracle que auxilia pacientes a recuperar o movimento das mãos
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  • A China aprovou o uso comercial do primeiro implante cerebral do país para pessoas tetraplégicas, com o chip do tamanho de uma moeda que controla uma luva robótica.
  • O dispositivo lê sinais neurais na superfície do cérebro, sem penetrar tecidos, e converte esses sinais em movimentos da mão.
  • O equipamento é desenvolvido pela Neuracle, com licença concedida pela Administração Nacional de Produtos Médicos (NMPA).
  • É o primeiro equipamento do tipo interface cérebro-computador (BCI) a receber licença comercial; outras empresas como Neuralink e Paradromics continuam em fase de testes.
  • A Neuracle busca ampliar a produção e abrir capital, conforme reportagem do South China Morning Post; há cerca de cinquenta estudos globais sobre BCIs em andamento.

Na China, o uso comercial de um implante cerebral voltado a tetraplégicos recebeu autorização regulatória neste mês. O dispositivo lê sinais neurais e os converte em movimentos da mão por meio de uma luva robótica. A aprovação foi concedida pela NMPA, a agência reguladora chinesa.

O equipamento é composto por um chip do tamanho de uma moeda, implantado na superfície externa do cérebro sem penetrar no tecido. Ele funciona sem fio e traduz comandos neurais em ações da luva robótica, permitindo agarro e manipulação de objetos.

A fabricante é a Neuracle, com base em Xangai. A empresa recebeu a licença para uso comercial e pretende ampliar a produção, consolidando-se como pioneira no setor de interfaces cérebro-computador BCI na China.

Essa marca representa a primeira autorização desse tipo no país. Companhias como Neuralink e Paradromics ainda mantêm seus dispositivos em fase de testes ao redor do mundo.

A Neuracle também está buscando ampliar o alcance financeiro da empresa. Segundo o South China Morning Post, a companhia iniciou processo de abertura de capital no Mercado Star da Bolsa de Xangai, com apoio do Citic Securities para a oferta pública de ações.

Globalmente, há cerca de 50 estudos com BCIs em andamento. Os testes em humanos são demorados, e a licença chinesa se destaca por ser, entre as propostas, uma opção mais simples e com maior viabilidade comercial.

Projetos com objetivos mais arrojados já foram reportados. Em 2023, pesquisadores na França e na Suíça restauraram a capacidade de andar de um paciente paralítico usando dois implantes.

Licença e impactos no setor

  • A autorização chinesa sinaliza avanços regulatórios para BCIs comerciais.
  • A Neuracle planeja ampliar produção e investir em infraestrutura.
  • O mercado global de BCIs continua em estágio de desenvolvimento, com diferentes níveis de maturidade entre as empresas.

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