- O projeto Bugs Matter, criado pela Kent Wildlife Trust e Buglife, convoca voluntários no sudeste da Inglaterra para contar insetos que atingem veículos, a partir desta quarta-feira, até 30 de setembro.
- O método consiste na contagem de pontos de impacto de insetos nas placas dos veículos após cada viagem.
- A organização afirma que já registrou queda de 59% na presença de insetos voadores entre 2021 e 2025.
- A pesquisa foi expandida para a França, visando aumentar a variedade de dados sobre o estado dos insetos.
- O objetivo é entender o papel dos insetos no ecossistema, incluindo polinização, controle de pragas e reciclagem de nutrientes, para evitar o colapso de sistemas ecológicos.
A ação Bugs Matter, organizada pelas instituições de conservação Kent Wildlife Trust e Buglife, convoca voluntários do sudeste da Inglaterra para registrar o número de insetos que colidem com veículos. O levantamento começa nesta quarta-feira e segue até 30 de setembro, visando monitorar a saúde de insetos voadores.
O estudo solicita que motoristas contabilizem os impactos de insetos nas placas de freio após cada viagem. Segundo as organizações, os dados ajudam a entender o estado da fauna aérea, crucial para o ecossistema e para serviços como polinização.
A iniciativa já registra resultados preocupantes: uma queda de 59% nos insetos voadores entre 2021 e 2025. O levantamento também ganhou expansão para a França, pela posição de Kent como porta de ligação entre o Reino Unido e o continente.
Expansão e impactos
Rosie Bleet, responsável por evidência ecológica e ciência cidadã na Kent Wildlife Trust, afirma que ampliar a área de estudo gera dados mais representativos e insights sobre o declínio insectívoro. A organização ressalta a importância dos insectos na cadeia alimentar.
Andrew Whitehouse, chefe de operações da Buglife, destaca o papel ecológico dos insetos, incluindo polinização, controle de pragas e reciclagem de nutrientes. Ele ressalta que a ausência de insetos afeta aves, mamíferos e peixes, entre outros animais.
A divulgação aponta que o projeto envolve a participação popular para mapear tendências ao longo de diferentes regiões. As entidades afirmam que a coleta de dados contínua é essencial para orientar estratégias de conservação.
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