- Júpiter, o maior planeta do sistema, abriga raios milhões de vezes mais potentes que os da Terra, segundo dados da missão Juno.
- Os relâmpagos podem ter energia semelhante a um raio terrestre ou até 100 vezes mais fortes, chegando a até um milhão de vezes a força de um raio comum na Terra, com média de três flashes por segundo.
- Os pesquisadores combinaram emissões de rádio, JunoCam, Hubble e contribuições de astrônomos amadores para rastrear eventos e identificar “supertempestades furtivas”.
- As tempestades podem ultrapassar cem quilômetros de altura, o que aumenta a distância da descarga elétrica e a intensidade dos raios.
- O estudo, publicado na AGU Advances, traz insights sobre a dinâmica atmosférica de gigantes gasosos e auxilia a modelar o clima de Júpiter e de outros planetas.
O maior planeta do Sistema Solar, Júpiter, abriga tempestades que produzem relâmpagos bilhões de vezes mais potentes que os da Terra. Dados da missão Juno, da NASA, mostram raios energéticos em convecções de gigantes gasosos.
Pesquisadores apontam que alguns relâmpagos podem ter energia equivalente a até 100 vezes a potência de um raio terrestre tradicional, chegando a atingir 1 milhão de vezes a força de um raio comum na Terra. Os números vêm de combinações de métodos únicos.
A análise envolve emissões de rádio dos raios, que persistem entre nuvens densas, além de observações da JunoCam, do Telescópio Espacial Hubble e de astrônomos amadores. A ideia é rastrear eventos específicos com mais precisão.
Foram identificadas tempestades chamadas de “supertempestades furtivas”, quando há pausas para permitir a análise detalhada de cada descarga elétrica, aumentando a confiabilidade das medições.
Em média, os pesquisadores detectaram cerca de três flashes por segundo, revelando que tais fenômenos elétricos são mais comuns e intensos do que se imaginava. A energia liberada ocorre ao atingir o topo da atmosfera.
A atmosfera de Júpiter é dominada pelo hidrogênio e requer acumular muito mais energia para gerar tempestades, diferentemente da Terra. Ventos extremamente fortes acompanham os relâmpagos, que atingem alturas superiores a 100 km.
As tempestades jupiterianas podem ultrapassar 100 quilômetros de altura, ao contrário dos até 10 quilômetros observados em tempestades terrestres. Essa escala maior aumenta a distância entre as descargas e a intensidade final.
O estudo, publicado na revista AGU Advances, oferece novas pistas sobre a dinâmica atmosférica de gigantes gasosos. Compreender esses processos ajuda a modelar cenários climáticos de Júpiter e orientar futuras missões de exploração.
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