- Ferdi Alici, fundador do estúdio Ouchhh, é convidado do São Paulo Innovation Week e trabalha com arte criada a partir de inteligência artificial e ciência de dados.
- O estúdio usa a ideia de “dado como tinta e algoritmo como pincel” e afirma que a IA é uma parceira colaborativa, não apenas uma ferramenta, em projetos de arte imersiva, física e digital.
- Entre os trabalhos, a Ouchhh enviou para a Lua uma obra criada com IA alimentada por mais de 37 trilhões de dados do Human Cell Atlas, em parceria com a CERN; a peça foi lançada em fevereiro de 2024 a bordo de um foguete SpaceX.
- O projeto também envolve colaborações com instituições como Universidade de Nova York, Instituto de Tecnologia de Massachusetts e Harvard, e já inclui mais de cem tipos de dados diferentes usados para gerar visualizações e experiências imersivas.
- No São Paulo Innovation Week, que ocorre de 13 a 15 de maio, Alici apresentará a visão de que a arte pode ser democrática, ter histórias profundas por trás das obras e integrar várias mídias, como realidade aumentada, realidade virtual e hologramas.
Ferdi Alici, fundador do estúdio Ouchhh, estará entre os palestrantes do São Paulo Innovation Week, de 13 a 15 de maio. O evento reúne tecnologia, inovação e empreendedorismo em espaços como a Mercado Livre Arena Pacaembu e a Faap. Alici atua na interface entre arte, ciência de dados e inteligência artificial.
Ouchhh é reconhecido por usar IA e dados para criar obras em ambientes físicos e digitais. A equipe envolve engenheiros, cientistas de dados, programadores e artistas, e já desenvolveu projetos com marcas globais como Bulgari, Nike e Ferrari. Em 2024, a companhia enviou à lua uma obra criada com IA, resultado de uma parceria com o Human Cell Atlas e a CERN.
A linha de trabalho do estúdio parte da ideia de que o dado pode ser tinta e o algoritmo, pincel. Alici afirma que a IA funciona como parceira criativa, não como ferramenta única, e que o processo envolve engenharia reversa para ampliar as possibilidades criativas. A prática inclui dados de diversas origens, incluindo ciência, espaço e mudanças climáticas, e busca integrar o público em tempo real às obras.
Entre os projetos, destaca-se uma colaboração com a CERN para transformar dados do projeto Dark Machine em experiências poéticas, conectando ciência e arte. O artista ressalta que a arte pode ser democrática, acessível a diferentes formatos e meios, indo além das paredes de museus. O objetivo é manter a história e o significado por trás da obra, independentemente da mídia.
A experiência imersiva baseada em Van Gogh, criada pela Ouchhh, gerou debates sobre o papel da IA na arte. Alici enfatiza que a criatividade está na ideia e na tomada de decisões artísticas, não apenas nos códigos da IA. Em Milão, a equipe integrou milhares de pintores italianos a uma instalação 360º, ampliando o conceito de parceria entre tecnologia e legado histórico.
Ferdi cita ainda que o projeto Human Cell Atlas, enviado à lua, busca explorar como a máquina percebe os dados de células humanas em duas escalas distintas: humana e nanométrica. Esse paralelismo entre micro e macro reforça a proposta de transformar dados científicos em experiências estéticas, com a participação de pesquisadores de NYU, MIT e Harvard.
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