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Temperaturas baixas podem aumentar mortes por doenças cardíacas

Frio extremo eleva mortalidade cardiovascular, representando cerca de 6,3% das mortes cardíacas anuais e exigindo planejamento sazonal e proteção a grupos vulneráveis

Estudo liga baixas temperaturas a risco no coração.
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  • Estudo publicado no American Journal of Preventive Cardiology analisou variações de temperatura na mortalidade cardiovascular nos EUA entre 2000 e 2020, em 819 locais.
  • Cerca de 40.000 mortes cardiovasculares adicionais por ano foram associadas ao frio, representando 6,3% de todas as mortes cardíacas anuais.
  • Ao longo de duas décadas, o frio esteve ligado a aproximadamente 800.000 mortes associadas, destacando o impacto na saúde pública.
  • Existe uma faixa de temperatura considerada mais segura, em torno de 23°C; fora dessa faixa, o risco aumenta. O padrão é uma curva em “U” assimétrica, com o frio exercendo maior efeito que o calor.
  • Grupos mais vulneráveis incluem idosos e pessoas com doenças crônicas; recomenda-se planejamento hospitalar sazonal, monitoramento de grupos de risco e sistemas de alerta climáticos voltados à saúde.

O frio pode representar um risco cardiovascular significativo. Um estudo publicado no American Journal of Preventive Cardiology mostra que temperaturas baixas elevam mortes por doenças cardíacas, incluindo infartos e AVCs, especialmente entre grupos vulneráveis. A pesquisa analisa variações de temperatura e mortalidade nos EUA ao longo de duas décadas.

Conduzido sob a liderança de Pedro Rafael Vieira de Oliveira Salerno, o estudo examinou dados de 819 localidades. A análise abrangeu aproximadamente 80% da população adulta dos EUA entre 2000 e 2020. Os resultados apontam relação clara entre o frio e o aumento de óbitos cardiovasculares.

Os autores destacam que existe uma faixa de temperatura considerada mais segura, em torno de 23°C, onde a mortalidade é menor. Quando o termômetro se afasta desse ponto, o risco aumenta, seguindo uma curva em “U” assimétrica, com impacto maior no frio.

Metodologia e dados

A pesquisa utilizou dados populacionais de várias regiões e avaliou a relação entre variações térmicas e mortalidade cardiovascular ao longo de 20 anos. Foi considerado o conjunto da população adulta estudada, com foco em eventos graves como infarto e AVC.

Resultados principais

Ao todo, cerca de 40.000 mortes cardiovasculares adicionais por ano foram associadas ao frio, representando 6,3% de todas as mortes cardíacas anuais. Em contrapartida, o calor esteve associado a aproximadamente 2.000 mortes extras por ano. Ao longo de duas décadas, isso soma cerca de 800.000 mortes associadas ao frio.

Fatores de risco e população

O frio estimula vasoconstrição, elevação da pressão arterial e inflamação, aumentando a carga sobre o sistema cardiovascular. Pessoas com diabetes, insuficiência cardíaca ou doença renal apresentam maior sensibilidade aos efeitos do frio, assim como idosos e indivíduos com histórico cardiovascular.

Implicações para saúde pública

Os resultados sugerem que políticas de saúde pública devem incluir o frio extremo em planejamento de resposta sazonal. Medidas recomendadas incluem planejamento hospitalar para picos de internação no inverno, monitoramento de grupos de risco e sistemas de alerta climáticos voltados à saúde.

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