- Pesquisadores identificaram falhas tectônicas escondidas no subsolo da costa norte da Califórnia, entre a falha de San Andreas e a zona de subducção de Cascadia.
- O estudo, publicado na revista Science, usa microterremotos para mapear movimentos ocultos das placas e repensa a estrutura da região.
- Foram mapeados cinco blocos em movimento, em vez de três placas, incluindo dois fragmentos completamente ocultos no interior da Terra.
- Um pedaço parece ter se desprendido da placa Farallon, enquanto outro trecho seria puxado pela placa Norte-Americana junto com a placa de Gorda.
- As novas descobertas indicam risco sísmico potencialmente subestimado, com mapas do subsolo mais precisos que podem melhorar previsões e planejamento de segurança na região.
Dois estudos recentes apontam que a região norte da Califórnia é ainda mais complexa do que se pensava no entorno da falha de San Andreas. Pesquisadores identificaram falhas ocultas sob a costa, onde a atividade sísmica já é motivo de alerta para terremotos potentes. As descobertas chegam após monitoramento de tremores muito pequenos, imperceptíveis a olho nu.
A pesquisa, publicada na revista Science, aponta que não são três, mas cinco blocos tectônicos em movimento na região. O achado ajuda a explicar terremotos que se manifestam em profundidades não previstas pelos modelos anteriores.
Método e evidências
Os cientistas combinaram registros de microterremotos com o efeito gravitacional do Sol e da Lua para entender a influência dessas forças sobre a crosta. O cruzamento de dados confirmou padrões previstos por modelos teóricos, fortalecendo a nova leitura da estrutura subterrânea.
Implicações para o risco sísmico
Entre as maiores surpresas está a presença de dois blocos totalmente ocultos, dentro do manto terrestre. Um deles está ligado à antiga placa Farallon, já desintegrada, e outro fragmento estaria associado à placa Norte-Americana com deslocamento em direção à placa de Gorda.
Desdobramentos para segurança
Especialistas avaliam que o redesenho da arquitetura do subsolo pode alterar a percepção de vulnerabilidade da região. Mapas mais detalhados do subsolo podem aprimorar previsões e orientar planos de mitigação em áreas históricamente expostas a grandes abalos.
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