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Ampliação de espécies ameaçadas exige cooperação internacional, diz especialista

COP 15 reforça proteção a espécies migratórias; Brasil lidera inclusão de novas espécies, mas exige coordenação regional para avanços

Mais de 40 espécies entram em regras de proteção internacional
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  • COP quinze, realizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, enfatizou a proteção de espécies migratórias.
  • Aves como maçarico de bico torto e maçarico de bico virado foram incluídas na lista de espécies ameaçadas.
  • O caboclinho do Pantanal e o tubarão-cação-cola-fina foram reconhecidos como necessitando de cooperação internacional para conservação.
  • O especialista ressaltou a importância da cooperação entre países para proteger espécies que migraram entre fronteiras.
  • O Brasil liderou propostas bem-sucedidas para incluir novas espécies, mas duas propostas não avançaram devido à necessidade de coordenação com países vizinhos.

A COP15 realizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, discutiu a preservação de espécies migratórias, com ênfase na cooperação internacional para ações de proteção. O evento destacou a importância de ampliar compromissos entre países para conservar animais que cruzam fronteiras.

Em entrevista à Conexão Record News, Rosinaldo Lobato Jr., pesquisador sênior da FGV Direito Rio, afirmou que a conferência se distinguiu pelo foco em espécies migratórias e pela necessidade de coordenação entre nações para resultados práticos.

Durante as sessões, aves como o maçarico de bico torto e o maçarico de bico virado passaram a constar na lista de espécies ameaçadas. Também foram reconhecidos como prioritários o caboclinho do Pantanal e o tubarão-cação-cola-fina, que demandam atuação internacional para conservação.

Essa leitura reforça que a proteção exige acordos e linhas de ação entre países vizinhos. A coordenação é apontada como fundamental para que as medidas não se percam em fronteiras diversas, ampliando o impacto das iniciativas.

Cooperação internacional e liderança do Brasil

O Brasil teve papel relevante ao apresentar propostas para inclusão de novas espécies nas listas de proteção. Embora tenha logrado avanços, duas propostas não seguiram adiante pela necessidade de alinhamento com países da região.

Ainda assim,, o consenso em torno das espécies avaliadas manteve o foco técnico, com estudos adicionais e planos de implementação garantindo continuidade dos esforços. O secretariado da COP15 segue como órgão responsável pela coordenação multilateral.

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