- Em Gran Canaria, o risco de deslizamentos e cortes de estradas é maior nas semanas de chuva intensa.
- A chuva muito forte, em curto espaço de tempo, costuma ser o gatilho imediato ou aparece alguns dias depois, conforme pesquisadores.
- Os fatores incluem a estrutura do material, o relevo muito íngreme e a vegetação cujas raízes podem ampliar fissuras.
- Além disso, entram em jogo o clima, as precipitações, eventos sísmicos e fatores antropogênicos ligados a obras e uso do solo.
- A ciência participativa, por meio do projeto AGEO, aproxima o conhecimento da população, ajudando a identificar riscos e aplicar medidas preventivas.
Em Gran Canaria, chuvas intensas durante a temporada úmida são o principal fator que leva a desmoronamentos de rochas e bloqueios de estradas, com impactos que podem ocorrer dias após o temporal. A atuação ocorre principalmente quando há acumulação de água em encostas íngremes, aumentando o risco de instabilidade.
Os pesquisadores Isabel Montoya Montes, do IGME, e Benito García Henríquez, da ULPGC, destacam que a topografia íngreme, aliada à vegetação que sustenta o solo, favorece rupturas por gravidade. Fatores climáticos e a interação com o uso humano também ajudam a explicar os episódios.
O projeto AGEO envolve ciência cidadã para mapear riscos geológicos e aproximar o conhecimento da população. A participação visa tornar conceitos como movimentos gravitacionais e precipitação mais compreensíveis e acionáveis para a prevenção.
Fatores que explicam os deslizamentos
A topografia acentuada da ilha favorece a gravidade na queda de rochas, agravada pela vegetação cujas raízes aumentam fissuras, ampliando a possibilidade de desabamentos.
Além da precipitação, eventos sísmicos e ações humanas, como construções, elevam o risco de desabamentos e danos a infraestrutura.
Segundo especialistas, a participação da população em ciência cidadã de AGEO ajuda a detectar movimentos gravitacionais e padrões de chuva, fortalecendo a prevenção.
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