- A Anvisa emitiu ao menos quatro ordens neste ano para suspender a comercialização, propaganda e distribuição de seringas para aplicação de insulina.
- Em 2026, as medidas atingiram duas empresas; nos últimos dois anos, a fiscalização apontou problemas em oito fornecedoras para o mercado, conforme o Diário Oficial da União.
- Entre as irregularidades, estão fabricação por empresas sem registro na Anvisa e rótulos sem informações sobre armazenamento, conservação e manipulação dos produtos.
- Falhas no código de cores, essencial para identificar calibre e capacidade das seringas, também foram identificadas.
- Em janeiro e fevereiro deste ano, houve a metade das suspensões registradas nos 24 meses anteriores, em meio a preocupações com a qualidade de materiais para diabetes e o uso de canetas chinesas no SUS.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu, neste ano, pelo menos quatro ordens para suspender a comercialização, a propaganda e a distribuição de seringas para aplicação de insulina. As ações foram tomadas em janeiro e fevereiro, após laudos técnicos apontarem falhas de qualidade com potencial risco à saúde dos pacientes.
As medidas atingiram duas empresas em 2026. Nos últimos dois anos, a fiscalização identificou problemas em essas e em outras seis fornecedoras para o mercado, totalizando ao menos oito cautelares com determinações para suspender importação e venda, apreender material e proibir propaganda em 2024 e 2025, conforme dados do Diário Oficial da União (DOU).
Entre as irregularidades constatadas estão a fabricação por empresas sem registro na Anvisa e a falta de informações específicas sobre armazenamento, conservação e manipulação nos rótulos. Também houve falhas no código de cores, essencial para identificar calibre e capacidade das seringas e evitar erros de dosagem.
Somente em janeiro e fevereiro deste ano, o volume de suspensões alcançou a metade do total registrado nos 24 meses anteriores, conforme apurado pela agência. A qualidade de materiais para tratamento de diabetes tem sido tema de preocupação entre secretarias de saúde diante do fluxo de produtos importados.
Em setembro, representantes das secretarias de estados e municípios encaminharam ao Ministério da Saúde uma carta sobre o risco de desabastecimento de insulina e a qualidade de canetas aplicadoras chinesas, que passam a ser usadas no SUS por serem reutilizáveis e, portanto, de custo menor. Ainda segundo o documento, esses dispositivos podem apresentar falhas na aplicação.
O R7 questionou a Anvisa sobre as medidas para assegurar a segurança das seringas e a possibilidade de adoção de seringas reutilizáveis, mas a agência não respondeu até a publicação. O espaço fica aberto para esclarecimentos adicionais.
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