- Explosão de raios gama GRB 250702B permaneceu ativa por sete horas, unusual para o tipo.
- O evento foi monitorado pelo Telescópio Espacial James Webb e por uma rede global de observatórios.
- A origem está em uma galáxia distante e rica em poeira, com cerca de oito bilhões de anos atrás.
- Cientistas consideram novas vias para a astrofísica, incluindo interação entre estrelas massivas e buracos negros, com jatos relativísticos detectados.
- Dados de múltiplos comprimentos de onda (raios X, infravermelho e rádio) foram usados, incluindo sinais antes do evento principal.
Uma explosão de raios gama identificada como GRB 250702B durou sete horas, incomum para esse tipo de evento. O Telescópio Espacial James Webb registrou o fenômeno, em colaboração com uma rede global de observatórios, em uma galáxia distante rica em poeira, há cerca de 8 bilhões de anos.
O evento foi captado em múltiplos comprimentos de onda, incluindo raios X, infravermelho e rádio. A duração prolongada atrai a atenção da comunidade científica, que busca compreender possíveis novas formas de interação entre estrelas massivas e buracos negros.
Novos caminhos na astrofísica
Conforme análises iniciais, GRB 250702B difere de explosões típicas, que costumam durar apenas segundos. Houve emissão contínua de raios gama ao longo de horas e sinais detectados antes do evento principal, o que amplia o nosso entendimento sobre o fenômeno.
Especialistas consideram várias hipóteses para explicar o comportamento incomum: uma explosão de raios gama extremamente prolongada; uma ruptura de maré envolvendo uma estrela e um buraco negro; a fusão entre um buraco negro menor e uma estrela; ou um mecanismo ainda desconhecido.
O relato sugere ainda que o fenômeno liberou jatos relativísticos, com partículas próximas à velocidade da luz, destacando a alta energia liberada no evento. Esses resultados incentivam novas pesquisas sobre a interação entre buracos negros e estrelas.
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