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Deficiências nutricionais podem causar queda de cabelo

Deficiências nutricionais podem interromper o ciclo de crescimento capilar, levando a queda difusa e fios mais fracos, alerta nutricionistas

Queda de cabelo: entenda como deficiências nutricionais podem afetar os fios
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  • Dietas muito restritivas podem levar à queda de cabelo difusa, por meio do eflúvio telógeno, já que o bulbo capilar precisa de bastante energia e nutrientes.
  • Deficiências de proteínas, ferro, zinco, silício e vitaminas do complexo B e D costumam estar associadas à queda capilar; a depressão calórica também é citada como fator de risco.
  • Nutrientes-chave para o crescimento dos fios: ferro, biotina, vitamina D, zinco e proteínas, que atuam de forma interligada no ciclo capilar.
  • As necessidades diárias de proteína variam entre 0,6 e 2 g por quilograma; dietas de emagrecimento com treino devem mirar aproximadamente 2 g/kg/dia, com fontes animais ou combinando aminoácidos em dietas veganas (metionina e lisina).
  • Excesso de suplementos pode piorar a queda e exige orientação profissional; a recuperação do crescimento capilar pode levar de 6 a 12 meses com readequação calórica e proteica.

Queda de cabelo pode refletir deficiências nutricionais. Dietas restritivas ou desequilibradas afetam o ciclo de crescimento dos fios, tornando-os mais finos e propensos à quebra. Profissionais ouvidos pelo Portal destacam que o bulbo capilar demanda energia e nutrientes.

O tema é discutido por nutricionistas e nutrólogos, que associam queda difusa a déficits de vitaminas, minerais e proteínas. Em especial, a ingestão inadequada de proteínas e micronutrientes como ferro, zinco e vitaminas do complexo B pode favorecer o eflúvio telógeno.

Segundo especialistas, a queda pode ser um dos primeiros sinais de desequilíbrio nutricional. Olhares clínicos apontam que o corpo prioriza funções vitais, deixando cabelos como indicador precoce de carências.

Nutrientes-chave para o crescimento capilar

A combinação de ferro, biotina, vitamina D, zinco e proteínas é apresentada como estratégia abrangente para a saúde capilar. Esses componentes atuam em sinergia no ciclo de vida do cabelo e na manutenção estrutural.

O ferro sustenta a produção de hemoglobina, que transporta oxigênio para as células do folículo. A biotina atua como coenzima em reações metabólicas da produção de queratina, principal proteína capilar.

A vitamina D regula o ciclo capilar e ativa folículos dormentes. O zinco participa da síntese de DNA e RNA, essenciais para a divisão celular dos folículos. As proteínas fornecem aminoácidos para a construção dos fios.

Proteínas e dietas

As necessidades proteicas variam conforme idade, sexo, atividade física e saúde. Em regimes de emagrecimento com musculação, a recomendação comum fica entre 2 g/kg/dia. Carnes, peixes e laticínios aparecem como fontes-chave.

Para dietas veganas, é necessário balancear aminoácidos essenciais, como metionina e lisina, com fontes como feijão, lentilha, grãos e castanhas. A combinação arroz com feijão é citada como exemplo de sinergia de aminoácidos.

Atuação de antioxidantes e alimentação

Alimentos com ação antioxidante fortalecem os fios. Compostos como glutationa ajudam a combater o estresse oxidativo no folículo capilar, contribuindo para melhor microcirculação. Frutas, verduras e legumes são apontados como fornecedores.

Vitamina C e vitamina E também aparecem entre os antioxidantes relevantes para a saúde capilar, com papéis na proteção e no funcionamento celular.

Suplementação e riscos

Pessoas em dietas muito restritivas podem recorrer a suplementos, porém o excesso pode ser prejudicial. Superdosagem de vitamina A e selênio, por exemplo, eleva a queda de cabelo por mecanismos de eflúvio telógeno.

A suplementação deve ser orientada por profissional de saúde, com exames que identifiquem deficiências e determinem doses seguras. Ajustes alimentares e reintrodução calórica adequada também favorecem a recuperação do crescimento capilar.

Especialistas destacam que a recuperação do crescimento capilar pode levar de 6 a 12 meses, dependendo da intervenção nutricional, da necessidade individual e da adesão ao tratamento.

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