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IBGE lidera debate sobre modelo estatístico baseado em registros administrativos

IBGE avança com modelo estatístico baseado em registros administrativos, com cooperação internacional e infraestrutura do Serpro para dados integrados e políticas públicas preditivas

Encontro realizado na Sede do Serpro, em Brasília, reúne instituições públicas e especialistas internacionais para refletir sobre articulação de dados públicos e modelo orientado à formulação de políticas públicas preditivas.
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  • O IBGE lidera o debate sobre um novo modelo de produção estatística baseado em registros administrativos, em encontro no Serpro, em Brasília, com especialistas internacionais da Noruega e do Uruguai.
  • O programa coordena a iniciativa com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento e cooperação internacional, buscando alinhar a construção com as necessidades do Brasil.
  • O objetivo é substituir modelos baseados apenas em pesquisas por uma federação de dados que integre diferentes registros administrativos, com mais agilidade e menor custo.
  • A infraestrutura tecnológica, a governança e a segurança são pontos centrais; o Serpro atua como braço tecnológico do IBGE, sustentando plataformas estruturantes e a proteção das informações.
  • Participaram órgãos como Ministério da Saúde, Ministério Público, Ipea, Inep, Dataprev, Banco Central, entre outros, com oficina técnica e visita ao Centro de Dados do Serpro.

O Brasil avança na construção de um novo modelo de produção estatística baseado no uso integrado de registros administrativos. O debate ocorreu em encontro técnico no Serpro, em Brasília, com a participação de instituições públicas e especialistas internacionais, incluindo delegações da Noruega e do Uruguai.

O evento integra o “Programa de Apoio ao Fortalecimento de Registros Administrativos no Brasil”, coordenado pelo IBGE. A iniciativa dialoga com o BID e com o órgão de estatística da Noruega, buscando subsidiar a implementação de um acordo alinhado às necessidades brasileiras.

A ideia é superar modelos baseados apenas em pesquisas periódicas e adotar uma abordagem que articule registros administrativos produzidos continuamente pelo Estado, com ganho de agilidade e eficiência.

Registros administrativos e mudança de paradigma

O presidente do IBGE enfatizou que o desafio é evoluir de reunir dados para promover uma federação de dados, que permita integração entre bases sem centralização, reduzindo custos. O modelo busca acompanhar a velocidade das transformações sociais e econômicas.

A fala sobre o tema ressaltou que o uso qualificado de registros abre caminho para uma transformação estrutural na formulação de políticas públicas, incluindo a possibilidade de atuar de forma preditiva para reduzir impactos de fenômenos futuros.

Para viabilizar o novo modelo, é necessária infraestrutura tecnológica que garanta governança, rastreabilidade e proteção de grandes volumes de dados públicos. O Serpro atua como operador de plataformas estruturantes e fornecedor de infraestrutura crítica.

Infraestrutura, governança e cooperação institucional

O superintendente de Negócio do Serpro destacou que a evolução depende de tratamento seguro e interoperável dos dados, com interoperabilidade, rastreabilidade e soberania digital asseguradas. O Serpro atua como braço tecnológico do IBGE e de outras instituições, mantendo bases estruturantes e viabilizando o uso seguro de informações em larga escala.

A coordenadora da iniciativa no IBGE reforçou que o avanço depende da articulação entre instituições e do aperfeiçoamento contínuo dos processos de produção e gestão de dados, com atenção às exigências legais e técnicas para produzir informações consistentes.

Experiências apresentadas pela Noruega e pelo Uruguai sinalizam caminhos para sistemas estatísticos baseados em registros administrativos, com eficiência e qualidade da informação. O intercâmbio técnico busca adaptar práticas à realidade brasileira, considerando características institucionais locais.

Participaram do encontro representantes de órgãos como Ministério da Saúde, Ministério Público, Ipea, Inep, Ministério do Desenvolvimento Social, Dataprev, Banco Central, Ministério da Previdência Social, Incra, além do IBGE e do Serpro. A programação incluiu oficina técnica sobre aspectos operacionais e uma visita ao Centro de Dados do Serpro para conhecer infraestruturas de processamento e proteção de dados.

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