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Estrelas bebês liberam energia em espirros cósmicos, aponta estudo

Protoestrelas liberam energia por espirros magnéticos, formam anéis de gás quente com mil unidades astronômicas em MC 27/L1521F, aponta estudo no The Astrophysical Journal Letters

Imagem combina dados do Spitzer: verde 4,5 μm, azul 3,6 μm, laranja indica CO integrado (Imagem: Kazuki Tokuda et al 2026 ApJL 1001 L1/ CC BY-SA 4.0)
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  • Estudo publicado na The Astrophysical Journal Letters sugere que protoestrelas podem “espirrar” matéria e energia magnética nos estágios iniciais, formando anéis de gás quente ao redor delas.
  • Pesquisas com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) permitiram observar detalhes antes invisíveis, incluindo estruturas ao redor de protoestrelas na nuvem MC 27/L1521F.
  • Foram identificados anéis de gás quente com até mil unidades astronômicas, além de fluxos magnéticos intensos no disco protoestelar.
  • O fenômeno de liberação de energia, chamado de “espirro cósmico”, ajuda a eliminar excesso de energia durante o crescimento da estrela jovem.
  • Os dados sugerem que esses processos ocorrem em escala maior e com mais intensidade do que o esperado, reforçando a visão de um nascimento estelar dinâmico e magnetizado.

A pesquisa publicada na The Astrophysical Journal Letters aponta que protoestrelas liberam energia e matéria durante seus primeiros estágios, gerando anéis de gás quente ao redor. O estudo descreve um mecanismo até então pouco conhecido, chamado de “espirro cósmico”, observado em nuvem molecular MC 27/L1521F com o apoio do radiotelescópio ALMA.

O que observou os pesquisadores foi a formação de anéis de gás quente com até 1.000 unidades astronômicas, além de fluxos magnéticos intensos no disco protoestelar. Os dados indicam que esse processo de ejeção de material ajuda a dissipar o excesso de energia durante o nascimento estelar.

Os resultados reforçam a ideia de que o nascimento de estrelas é um processo dinâmico, com interações entre gravidade, magnetismo e movimento de gases. A equipe sugeriu que os espirros não ocorrem apenas em escalas pequenas, mas podem envolver estruturas significativamente maiores.

Anel gigante de gás quente

Entre as descobertas está o anel de gás quente, cuja dimensão alcança aproximadamente 1.000 unidades astronômicas. A temperatura elevada em regiões circundantes sugere a atuação de ondas de choque geradas por atividade magnética, corroborando a natureza turbulenta do disco protoestelar.

Implicações para a formação de sistemas planetários

Entender esse estágio inicial é essencial para explicar como surgem sistemas planetários, incluindo o nosso. O Sol já passou por essa fase no passado, e estudos como este ampliam o conhecimento sobre os primeiros passos da evolução estelar, abrindo espaço para observações futuras mais detalhadas.

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