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Exames para prevenir câncer colorretal: entenda a importância

Rastreamento com sangue oculto nas fezes, seguido de colonoscopia, pode detectar lesões precoces e reduzir mortes por câncer colorretal

O câncer de intestino é responsável por cerca de 10% das mortes por câncer em todo o mundo
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  • Março azul marinho destaca a prevenção do câncer colorretal, segundo tumor mais comum no Brasil, com maior frequência entre pessoas acima de 50 anos.
  • O câncer colorretal globalmente representa cerca de 10% das mortes por câncer, e cerca de oitenta por cento dos casos estão relacionados a hábitos de vida pouco saudáveis.
  • Fatores de risco incluem sedentarismo, dieta rica em gordura animal, baixo consumo de fibras, álcool, tabagismo e obesidade; a obesidade pode favorecer alterações que levam a pólipos e ao tumor.
  • A detecção precoce pode ocorrer pelo rastreamento com o teste de sangue oculto nas fezes, anual a partir dos cinqüenta anos; se positivo, segue-se a colonoscopia.
  • Em estudo com dez mil pessoas na zona leste de São Paulo, sete por cento eram assintomáticos mas tinham sangue oculto; trinta e três por cento dos submetidos à colonoscopia tinham tumores, com mais da metade ressecados na própria avaliação.

Câncer colorretal é tema do Março Azul Marinho, alinhado a campanhas que promovem prevenção. O foco é o diagnóstico precoce para reduzir mortes associadas ao tumor intestinal, o segundo mais comum entre brasileiros.

Globalmente, o câncer de intestino representa cerca de 10% das fatalidades por câncer. Em 80% dos casos, surgem devido a hábitos inadequados como sedentarismo, dieta rica em gordura e baixo consumo de fibras.

Segundo o professor Ulysses Ribeiro Jr., da USP, a obesidade induz inflamação crônica que facilita pólipos no intestino e alterações genéticas, elevando o risco de virar câncer.

Um alerta importante é que, no Brasil, 70% dos casos que chegam a centros como o ICESP aparecem em estágio avançado, dificultando o tratamento e reduzindo opções de cura.

Sintomas do tumor podem incluir sangramento retal, dores abdominais e mudanças no hábito intestinal. Em tumores baixos, surgem afilamento das fezes e vontade forte de evacuar sem completude.

Muitos confundem sangramento com hemorrhoídeas. O especialista destaca a necessidade de avaliação médica, pois o sangramento pode ter origem no intestino superior.

Não há evidência de que diverticulite aumente a incidência de câncer colorretal; porém, seus sintomas podem se confundir com sinais da doença, exigindo diagnóstico cuidadoso.

Formas de prevenção incluem rastreamento e detecção precoce. O exame de sangue oculto nas fezes serve como triagem secundária, identificando lesões antes dos sintomas.

Se o teste der positivo, a colonoscopia é indicada para confirmar e tratar, evitando approach amplo e custos desnecessários. O rastreamento organizado ainda não existe no país.

No Brasil, recomenda-se realizar o teste anual de sangue oculto nas fezes a partir dos 50 anos. A detecção precoce pode levar à retirada de lesões durante a colonoscopia.

Estudos mostram a atuação do rastreio. Em São Paulo, 7% de 10 mil pessoas sem sintomas apresentaram sangue oculto positivo, levando 550 ao exame de colonoscopia e 51 tumores identificados.

A colonoscopia, quando realizada precocemente, pode remover lesões cancerígenas no próprio procedimento, reduzindo necessidade de tratamentos mais invasivos no futuro.

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