- Artemis II leva quatro astronautas em uma missão de 10 dias, levando humanos mais longe da Terra desde 1972.
- A Nasa passa a divulgar imagens da Lua e da Terra capturadas por câmeras digitais a bordo do Orion, com 32 dispositivos na nave.
- A primeira foto publicada, “Hello, World”, mostra a Terra e a Lua vistos de 142,000 miles de distância, com a Terra quase de cabeça para baixo.
- Uma segunda imagem destaca a bacia Orientale no lado oculto da Lua, obtida a 4,066 miles da superfície durante a passagem ao redor do lado distante.
- Especialistas dizem que o valor dessas imagens é artístico e de observação humana, não um ganho científico significativo; robôs já mapearam amplamente o lado remoto da Lua.
O programa Artemis II da Nasa envia imagens inéditas da Lua e da Terra, captadas por quatro astronautas durante a missão de 10 dias. O retorno de fotos em alta definição alimenta o interesse público enquanto a nave Orion percorre trajetórias que a levarão mais longe da Terra do que qualquer ser humano desde 1972. As imagens são divulgadas à medida que a missão avança.
A equipe utiliza câmeras simples de uso diário, incluindo modelos de 10 anos atrás, como a Nikon D5, além de GoPros e smartphones. Orion carrega 32 câmeras e dispositivos, 15 fixos na estrutura e 17 usados pelos astronautas. A divulgação ocorre por meio de transmissões ao vivo e atualizações de vídeo regulares.
Até agora, foram publicadas imagens em que a Terra aparece quase ao contrário, com a Sahara, a Península Ibérica e a porção leste da América do Sul visíveis. A Nasa ressalta o uso da visão humana para observar características superficiais, sugerindo que isso pode revelar detalhes não captados por robôs.
Imagens e alcance científico
Na sexta-feira, a Nasa divulgou uma foto com o título historia em construção, mostrando a bacia Orientale no lado oposto da Lua. A imagem marca a primeira vez que toda a bacia é observada por olhos humanos, segundo a agência, embora missões anteriores tenham captado partes do território com condições de iluminação diferentes.
Além das imagens, a Nasa compara a missão Artemis II com observações já feitas por satélites, como o Epic, que envia imagens da Terra a cerca de um milhão de milhas de distância. A agência aponta que a presença humana pode oferecer uma perspectiva distinta, apesar de não representar necessariamente avanços científicos diretos.
Contexto e perspectivas
Especialista ouvinte comenta que o valor das imagens pode ser artístico mais do que científico. De acordo com o pesquisador, robôs já mapearam a face oculta da Lua desde as décadas de 1960 e 1970, e missões recentes de outros países ampliam esse mapeamento. A expectativa é de que, além de eventuais janelas para observar impactos, o foco científico exija análises sistemáticas com vídeos.
A Nasa enfatiza a importância humana na observação, enquanto o público assiste à evolução da missão e aos relatos dos astronautas. O programa Artemis II ocorre em meio a uma corrida espacial com evidências de avanços de várias nações, incluindo China, que também busca retornos humanos à Lua.
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