- Mais de 10,4% do oceano mundial está protegido de alguma forma, segundo a Unidade de Monitoramento da Conservação da Organização das Nações Unidas (UNEP-WCMC), em anúncio de 1º de abril.
- O avanço ocorreu com criação de novas áreas marinhas protegidas e expansão das existentes, mas o ritmo não é suficiente para chegar aos 30% até 2030.
- O relatório destaca a importância de gestão eficaz e fiscalização para manter a integridade ecológica, e aponta falta de financiamento e recursos em muitas áreas protegidas.
- Para acelerar, é necessária a designação de novas MPAs, especialmente em altas mares e regiões ricas em biodiversidade, com maior cooperação internacional e mais recursos financeiros.
- A proteção do oceano deve integrar conservação com pesca sustentável e metas de mitigação climática, para sustentar ecossistemas, vidas e o clima global.
Mais de 10% dos oceanos do mundo já recebem proteção, segundo o UNEP-WCMC. A marca de 10,4% é resultado de novas áreas protegidas e da expansão de unidades existentes. A atualização foi divulgada em 1º de abril.
Especialistas destacam que a proteção precisa avançar rapidamente para alcançar a meta mundial de preservar 30% dos oceanos até 2030. O ritmo atual não é suficiente para cumprir o prazo.
Ações e desafios: Mesmo com ganhos, muitos MPAs sofrem com financiamento inadequado e falta de recursos para gestão eficaz. Envolve governos, organizações internacionais e a indústria pesqueira na melhoria da fiscalização.
O que falta para acelerar
O relatório defende a criação de novas áreas, principalmente em alto-mar e em regiões com grande biodiversidade. Cooperação internacional e aumento de recursos são apontados como pilares para atingir as metas globais.
Integração com pesca e clima
Também há apelos por alinhar conservação com pesca sustentável e estratégias de mitigação climática. Proteger o oceano é visto como crucial para ecossistema, meio de sustento e resiliência frente ao aquecimento.
Olhando adiante
Apesar dos avanços, o caminho para proteger uma parcela significativa dos mares segue desafiador. Os próximos anos são determinantes para ampliar a gestão eficaz e a aplicação das proteções.
Fonte: UNEP-WCMC, relatório divulgado em 1º de abril. Créditos: Foto de Emilie Ledwidge.
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