- Exposição de T7 (bacteriófago) e Escherichia coli na Estação Espacial Internacional durou 25 dias.
- Microgravidade provocou mutações em E. coli, com alterações em genes da membrana externa, tornando-a mais resistente.
- O vírus T7 também sofreu mutações, ganhando capacidade de atacar a versão reforçada da E. coli.
- O episódio evidenciou uma corrida evolutiva entre vírus e bactéria causada pelo ambiente espacial.
- Pesquisadores pretendem usar esse efeito de microgravidade para desenvolver novos bacteriófagos contra infecções resistentes a antibióticos.
Pesquisadores da Universidade de Wisconsin–Madison, nos EUA, enviaram uma caixa com amostras de um vírus e de uma bactéria para a Estação Espacial Internacional (ISS). As amostras foram cultivadas e observadas durante 25 dias no ambiente de microgravidade.
O virus T7, um bacteriófago que ataca bactérias, e a Escherichia coli foram usados para estudar a interação entre micróbios em condições espaciais. A pesquisa acompanhou mudanças ao longo do experimento a bordo da ISS.
A microgravidade provocou mutações na E. coli, especialmente em genes da membrana externa, tornando a bactéria mais resistente. Em resposta, o vírus T7 também evoluiu, adquirindo mutações que o capacitaram a atacar a versão reforçada da E. coli.
Coevolução em espaço
Essa dinâmica indicou uma corrida evolutiva entre o micróbio hospedeiro e seu bacteriófago, impulsionada pela ausência de gravidade. Os cientistas pretendem explorar esse efeito para desenvolver novos bacteriófagos.
O objetivo é avaliar se mutações induzidas no espaço podem embasar estratégias para tratar infecções resistentes a antibióticos. Os resultados repercutem como evidência de coevolução em condições de microgravidade.
A pesquisa foi publicada como: Microgravity reshapes bacteriophage–host coevolution aboard the International Space Station. Fonte original: estudo da universidade norte-americana.
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