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24 novas espécies na zona oceânica avaliadas para mineração de metais de bateria

24 novas espécies de anfípodes são descritas no CCZ, ampliando conhecimento sobre o ecossistema marinho enquanto avança a pressão por mineração de metais para baterias

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  • Pesquisadores identificaram 24 novas espécies de anfípodos na zona Clarion-Clipperton (CCZ), no Pacífico central, a cerca de 4.000 metros de profundidade.
  • As espécies são anfípodos, com uma variedade de formas, incluindo membros com grandes garras e outras que parecem se alimentar do sedimento; entre as descobertas houve uma superfamília inédita, Mirabestioidea, e uma nova família, Mirabestiidae.
  • O trabalho ocorreu durante um workshop de taxonomia na universidade de łódź, na Polônia, como parte do projeto “One Thousand Reasons” da Autoridade Internacional dos Serras (International Seabed Authority).
  • Duas espécies foram batizadas: Mirabestia maisie e Lepidepecreum myla, destacando a importância de nomear espécies para protegê-las.
  • A CCZ é cobiçada para mineração de metais usados em baterias, com regulamentação mais ágil pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e a Metals Company apresentando uma aplicação consolidada para cerca de 65 mil quilômetros quadrados, enquanto estudos indicam impactos ecológicos potenciais.

24 novas espécies de anfípodos foram identificadas em uma zona profunda do Oceano Pacífico central, coletadas por meio de amostras de lodo. Os organismos variam de pernas longas a corpos mais compactos, com modos de alimentação distintos.

As espécies descritas pertencem a anfípodos, crustáceos de tamanho próximo a 1 cm. Encontraram-se em profundidades próximas de 4 mil metros, em uma região conhecida pela presença de nodulos metálicos.

Entre as descobertas está uma superfamília inédita, Mirabestioidea, e uma família nova, Mirabestiidae, representando linhagens evolutivas até então desconhecidas. A descrição foi realizada por equipe internacional em pesquisa publicada.

A simbiose de coleta envolveu uso de caixas de barro retiradas do fundo do mar, lavadas e peneiradas para separar os anfípodos. O trabalho ocorreu durante um workshop de taxonomia na Universidade de Łódź, envolvendo 16 pesquisadores.

Progresso científico e contexto regulatório

O estudo integra o projeto One Thousand Reasons, que busca descrever formalmente 1.000 novas espécies do fundo do mar até 2030. Atualmente, surgem estimativas de que o CCZ abriga cerca de 5.600 espécies, das quais cerca de 90% ainda não foram descritas.

A região CCZ é coberta por nodulos metálicos com metais como níquel e cobalto, campos valiosos para baterias e energia verde. Em janeiro, a NOAA atualizou regras para facilitar licenças de exploração e recuperação, de forma consolidada.

A empresa Metals Company apresentou uma aplicação consolidada para cerca de 65 mil km² do CCZ, equivalente a mais de duas vezes a área da Bélgica. Em março, a NOAA confirmou que o pedido atendia aos requisitos regulatórios para análise completa.

Estudos anteriores indicam custo ecológico potencial da mineração, com queda de até 37% no número de animais e 32% de espécies associadas às trilhas de máquinas de mineração no CCZ. Os pesquisadores destacam que ainda há muito a descrever.

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