- Doze embarcações estão registradas no fundo do mar, na região do canal do Porto de Santos.
- O navio argentino Cazador naufragou em 1828 e hoje é objeto de pesquisa por estar preservado em área conveniente para estudo.
- Na região do Porto das Naus, em São Vicente, há uma das embarcações mais antigas registradas desde o período do descobrimento.
- O cargueiro inglês Kestrel, construído em 1895, aparece na maré baixa na areia da praia de Santos.
- O navio Besnard, de 1967, foi doado à prefeitura de Ilhabela após incêndio em 2016; no mês passado, durante forte chuva, o navio encheu de água e tombou.
Cientistas registraram pelo menos 12 embarcações no fundo do mar no canal do Porto de Santos. Os destroços foram encontrados durante trabalhos de arqueologia marítima na região. A pesquisa busca entender histórias navais que permanecem soterradas.
As embarcações são estudadas por uma equipe de pesquisadores, incluindo arqueólogos como Manoel Gonzalez. Os achados ajudam a mapear o patrimônio submerso e a compreender acidentes históricos no entreposto.
O foco inicial está no fundo do canal, onde vários navios naufragados coexistem com as embarcações que aparecem na superfície. A investigação ocorre em Santos e em áreas vizinhas, como São Vicente.
Navios submersos no Porto de Santos
Dentre os achados está o navio argentino Cazador, naufragado em 1828. Era um veleiro de carga ligado ao transporte entre Argentina e Brasil e hoje permanece em local preservado, propício para estudos.
Outra embarcação importante fica na região do Porto das Naus, em São Vicente. Trata-se de uma das mais antigas registradas na época do descobrimento da região. O conjunto reforça o valor histórico do patrimônio.
O cargueiro inglês Kestrel é um ícone para os moradores de Santos. Construído em 1895, ele aparece na maré baixa na praia, atraindo curiosos e turistas. A visibilidade do navio aumenta o interesse pela arqueologia naval local.
Ao lado dos navios submersos, está o navio professor Besnard, criado a partir de um projeto de um professor de oceanografia da USP. Construído em 1967 na Noruega, o navio foi doado à prefeitura de Ilhabela após rodar pesquisas no oceano.
O navio Besnard, a doação e os desdobramentos
O Besnard pesava cerca de 700 toneladas de aço e boa parte já está submersa. Mesmo assim, a estrutura permanece praticamente intacta, chamando a atenção de especialistas. O projeto de transformar o navio em museu recebeu apoio de uma ONG.
Em 2019, a ONG recebeu a doação do Besnard para uso como museu. No mês passado, durante uma forte chuva, o navio ficou tomado pela água e tombou. O incidente demonstra os riscos de preservação em áreas costeiras.
Entre na conversa da comunidade