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Como evitar mortes por câncer: práticas de prevenção

Estudo aponta que quarenta e três vírgula dois por cento das mortes por câncer no Brasil são evitáveis com prevenção, detecção precoce e tratamento oportuno

Câncer: entenda como as mortes decorrentes da doença podem ser evitadas
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  • Em oito de abril, Dia Mundial de Luta contra o Câncer, reforça-se a importância de hábitos saudáveis, exames de rotina e diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura.
  • Estudo da Lancet indica que quarenta e três vírgula dois por cento das mortes por câncer no Brasil são evitáveis, o que corresponde a cerca de 110 mil vidas a cada cinco anos.
  • Em nível global, quase metade das mortes por câncer poderiam ser evitadas (47,6%); dos 9,4 milhões de óbitos, aproximadamente 4,5 milhões não ocorreriam com prevenção e acesso a serviços de saúde.
  • Fatores de risco modificáveis (tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo e infecções preveníveis) e diagnóstico tardio ajudam a explicar as mortes evitáveis; o diagnóstico precoce é crucial.
  • Sinais de alerta incluem sangramentos, nódulos, perda de peso sem explicação, feridas que não cicatrizam, alterações intestinais, tosse prolongada ou rouquidão; manter as triagens recomendadas é essencial.

Em 8 de abril é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer. A data reforça que parte das mortes por a doença poderia ser evitada com hábitos saudáveis, exames de rotina e diagnóstico precoce, permitindo início oportuno do tratamento.

Um estudo da Lancet mostra que 43,2% dos óbitos por câncer no Brasil poderiam ser evitados, cerca de 110 mil vidas a cada cinco anos. Globalmente, 47,6% das mortes por câncer poderiam ser evitadas, correspondendo a cerca de 4,5 milhões de casos em 9,4 milhões de mortes.

O levantamento analisou 35 tipos de câncer em 185 países. O problema não é exclusivo do Brasil; a pesquisa aponta fatores que vão desde prevenção até acesso adequado aos serviços de saúde. A urgência está em ampliar a eficácia das estratégias já disponíveis.

Diagnóstico precoce é apontado como fator-chave para reduzir a mortalidade. Em fases iniciais, o câncer tende a exigir tratamentos menos agressivos e com melhores resultados de sobrevida. Em contrapartida, o diagnóstico tardio eleva o risco de metastases e complicações.

Para fortalecer a detecção precoce, é essencial manter exames de triagem em dia, como os de mama e colo do útero. A atenção também deve se estender a cânceres como colorretal, pele, pulmão em grupos de risco, estômago em situações específicas e próstata, sempre com avaliação individualizada.

Quanto aos tipos mais comuns no Brasil, o INCA estima cerca de 781 mil novos casos por ano até 2028. Excluindo tumores de pele não melanoma, a projeção fica em torno de 518 mil casos anuais. Entre homens, próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral lideram. Entre mulheres, mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide aparecem com maior incidência.

A detecção precoce depende tanto de exames quanto da vigilância dos sinais do corpo. Mudanças persistentes devem levar a avaliação médica, especialmente sinais como sangramentos anormais, nódulos, perda de peso sem explicação, feridas que não cicatrizam e alterações persistentes no trânsito intestinal.

Outros indicadores, como tosse prolongada, rouquidão ou dificuldades para engolir, também demandam investigação. Mudanças em lesões de pele podem indicar necessidade de avaliação especializada. O objetivo é reduzir diagnósticos em fases avançadas e ampliar as chances de cura.

Sinais de alerta reforçam a importância de uma abordagem integrada entre prevenção, diagnóstico e tratamento. A mensagem central é clara: as mortes por câncer são, em grande parte, evitáveis com ações acessíveis e rápidas quando há suspeita clínica.

Por Matheus Garcia

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