- O bisão europeu, o maior mamífero terrestre da Europa, teve a extinção levada perto do fim no início do século XX e hoje volta a prosperar em várias regiões do continente.
- Nos últimos dez anos, a população de bisões soltos aumentou de 2.579 para 7.000 indivíduos, com os maiores rebanhos na Bielorrússia e na Polônia.
- A recuperação já levou a áreas como os Cárpatos do Sul, na Romênia, com mais de 100 bisões, e as Montanhas Rhodope, na Bulgária, desde 2019, marcando retorno daquele animal à região.
- No Reino Unido, um rebanho reintroduzido em Blean Woods, em Kent, desde 2022, já impacta a regeneração de florestas e a biodiversidade, com evidências de maior luminosidade no piso e novas espécies.
- Estudo de 2024 da Universidade Yale, sobre a população romena, sugere que os bisões podem ajudar a capturar e armazenar carbono, contribuindo para o equilíbrio de ecossistemas.
A presença do bisão europeu, o maior mamífero terrestre da Europa, está se expandindo novamente pelo continente. A espécie, próxima da extinção no início do século XX, voltou a habitar áreas abertas, florestas e montanhas de vários países.
Dados da iniciativa de recuperação indicam que menos de 60 bisões vivos existiam em 1927, em zoológicos e parques privados. Hoje, há rebanhos livres no Reino Unido, Romênia, Alemanha, Suíça, Polônia, Bielorrússia e Lituânia.
A recuperação começou na década de 1950, quando criadores e organizações de conservação iniciaram a reintrodução. Nos últimos 10 anos, o.total de bisões soltos aumentou de cerca de 2.579 para 7.000 indivíduos.
O retorno na prática
Em Belarússia e Polônia concentram-se as maiores manadas livres, ajudando a regenerar ecossistemas e ampliar a biodiversidade. Em Romênia, o rewilding levou o reintrodução dos bisões aos Cárpatos, com mais de 100 animais vagando pela região sul.
Na Bulgária, os bisões reintroduzidos desde 2019 ocupam novamente áreas da Cordilheira Rhodope, marcando a primeira ocupação significativa desde a Idade Média. A expansão contínua depende de manejo de habitats e monitoramento.
Benefícios ambientais no Reino Unido
No Reino Unido, uma manada foi reintroduzida em Blean Woods, Kent, em 2022. Relatos de conservacionistas indicam incremento na regeneração de bosques, com maior incidência de espécies que antes estavam suprimidas pela densidade de árvores.
Os bisões ajudam na gestão de habitats por meio de pastoreio, queda de árvores e excreção de cascas. Além disso, a presença aumenta a disponibilidade de luz no piso florestal, favorecendo a germinação de novas espécies.
Impacto sobre o carbono e a produção de carvão
Um estudo de 2024 da Universidade de Yale aponta que o bisão pode contribuir para a mitigação das mudanças climáticas ao facilitar a captura e o armazenamento de carbono. Em particular, o rewilding de comunidades na Romênia estaria ligado ao sequestro de emissões equivalentes a milhares de carros a combustível por ano.
A pesquisa estima que um rebanho de 170 bisões pode influenciar a absorção de carbono por meio de pastagens, reciclagem de nutrientes e melhoria do solo, embora os números possam variar em até 55%.
Benefícios adicionais na Holanda
Na Holanda, a presença de bisões em áreas protegidas tem beneficiado aves migratórias durante a temporada de reprodução. Em parques como o Kennermerland, o pelo de Bison, utilizado na construção de ninhos, oferece isolamento e conforto para os ovos.
Pesquisas de biologia aplicada estão avaliando se esse material de nidificação melhora a taxa de sucesso reprodutivo das aves, ampliando a compreensão sobre interações entre megafauna e passeríneas.
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