- Um estudo financiado por empresa privada busca mapear todo resíduo descartado no Brasil para que volte à economia como matéria-prima.
- O país gera cerca de 215 mil toneladas de resíduos nas residências por dia, e cerca de 5% disso é aproveitado atualmente.
- A primeira fase, com gravimetria, mostrou que mais da metade é alimento; 13% é plástico, 17% papel/papelão e 9% vidro.
- O projeto recebeu crédito do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) via a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), totalizando 84 milhões de reais em dois projetos, incluindo um Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR) em Aquiraz, Ceará, com compostagem, tratamento de chorume e triagem.
- A Finep também participa do programa Mais Inovação Brasil, com segunda rodada de financiamento até 31 de agosto, oferecendo 150 milhões de reais; o programa total disponibiliza 108 bilhões.
Um estudo em andamento busca mapear todo o resíduo que hoje é descartado no Brasil, para que possa retornar à economia como matéria-prima. A iniciativa é promovida por uma empresa privada interessada no potencial de materiais ainda destinados a aterros e lixões.
A pesquisa visa, além de identificar a composição dos resíduos, entender onde está a demanda por cada tipo de material e quem são os players do mercado. O objetivo é ampliar o aproveitamento e reduzir desperdícios no país.
O projeto recebeu apoio financeiro via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) por meio da Finep. A iniciativa envolve a Marquise Ambiental, com previsão de entrega em setembro, e a construção de um Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR) em Aquiraz, Ceará.
Financiamento e infraestrutura
A Finep destinou R$ 84 milhões para dois projetos ligados à pesquisa. Dentro do pacote, está o CTTR de Aquiraz, que terá áreas de compostagem, tratamento de chorume e triagem de resíduos. A meta é viabilizar a transformação de resíduos em insumos para a indústria.
Segundo Paulo José Resende, gerente de Transição Energética da Finep, o financiamento busca elevar a competitividade e beneficiar a sociedade por meio de tecnologia e inovação. O recurso incentiva a aplicação prática de soluções desenvolvidas com apoio público.
A linha de apoio também contempla o programa Mais Inovação Brasil, com recursos não reembolsáveis. A Finep afirma que o objetivo é impulsionar tecnologias novas e incertas, com maior risco, porém maior retorno socioambiental.
Seleção e perspectivas
Resende destaca que os projetos passam por avaliação criteriosa, considerando endividamento, inovação e impactos tecnológicos e socioambientais. A finep mantém a perspectiva de estimular avanços no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação.
Até 31 de agosto está aberta a segunda rodada de seleção do Mais Inovação Brasil, com previsão de R$ 150 milhões disponíveis. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) projeta que o programa soma, ao todo, R$ 108 bilhões destinados a iniciativas desse tipo.
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